A Blackmagic Design anunciou que o cineasta Alex Zarfati utilizou as câmeras digitais cinematográficas Blackmagic PYXIS 12K e Blackmagic URSA Mini Pro 12K na produção do curta-metragem psicológico “Fail Safe”. Gravado em Blackmagic RAW, o projeto explorou o sensor full-frame e a captura em open gate da PYXIS 12K para criar uma estética anamórfica cinematográfica. A edição e a gradação de cores foram realizadas no DaVinci Resolve Studio.
O filme acompanha o agente do FBI Frank Russo durante a investigação do assassinato da jornalista Casey Addison. O caso ganha novos desdobramentos quando o investigador descobre que a vítima havia criado um mecanismo de contingência para divulgar informações caso desaparecesse. À medida que reúne as evidências deixadas por Addison, Russo passa a enfrentar uma trama envolvendo poder, silêncio e corrupção.
“Do ponto de vista da direção, eu queria construir uma experiência com uma atmosfera fragmentada e psicológica. A ideia não era apenas contar a história, mas fazer o público vivenciá-la ao lado de Frank, descobrindo cada detalhe conforme tudo começa a se desenrolar”, afirmou Zarfati.
Desde a pré-produção, a equipe decidiu utilizar lentes anamórficas SIRUI e, em algumas sequências, lentes DZOFILM Arles Prime. “Começamos o projeto utilizando a URSA Mini Pro 12K, minha câmera principal há seis anos. No entanto, o fator de corte do sensor Super 35, combinado às nossas lentes anamórficas full-frame, fazia com que perdêssemos parte da imagem na vertical”, contou Zarfati. “Assim que migramos para a PYXIS 12K e passamos a filmar em open gate, imediatamente ganhamos uma área de imagem muito maior para trabalhar. Com isso, reduzimos significativamente o recorte vertical e obtivemos um enquadramento anamórfico muito mais eficiente, algo essencial para a estética que pretendíamos criar.”


Segundo o diretor, a combinação entre resolução, faixa dinâmica e sensor full-frame foi determinante para enfrentar cenas com iluminação complexa. “É incrível a quantidade de recursos que a PYXIS 12K oferece, desde o sensor até a resolução e a faixa dinâmica. Tudo isso faz diferença quando você enfrenta condições de iluminação desafiadoras. Gravamos muitas cenas que combinavam ambientes muito escuros com realces extremamente brilhantes no mesmo quadro, exatamente o tipo de situação que costuma desafiar muitas câmeras. Mas a PYXIS 12K conseguiu preservar tantos detalhes nas sombras e nos realces que, em certos momentos, parecia bom demais para ser verdade. Para mim, ela representa um equilíbrio quase perfeito entre tamanho compacto, flexibilidade e qualidade de imagem.”
O cineasta destacou a flexibilidade proporcionada pelo Blackmagic RAW durante a pós-produção. “Ter a possibilidade de ajustar temperatura de cor, modulação de realces e até o ISO sempre que necessário nos proporcionou muito mais controle durante a pós-produção. Saber que poderíamos ajustar a imagem mais tarde sem perda de qualidade trouxe muito mais tranquilidade durante as filmagens. Além disso, toda essa informação disponível nos permitiu refinar com muito mais precisão a identidade visual que pretendíamos criar. Nossa intenção era criar uma imagem sombria, texturizada e inquietante, com sombras profundas, luzes práticas quentes e um contraste marcante que transmitisse um mundo ao mesmo tempo realista e opressivo. A identidade visual é uma parte fundamental da narrativa deste filme.”
“Fail Safe” também marcou a primeira experiência de Zarfati editando um projeto completo no DaVinci Resolve Studio. “Depois disso, não consigo me imaginar usando outra ferramenta”, afirmou. “Ele deu conta de tudo com excelência. Mesmo trabalhando com arquivos enormes, o software não apresentou travamentos, algo extremamente importante para uma produção como esta.”
“Um dos maiores diferenciais foi a passagem do projeto para a gradação de cores. Como o Resolve é referência em gradação de cores, todo o processo aconteceu de maneira extremamente fluida. Não houve necessidade de trocar arquivos nem de reconectar a mídia. Meu colorista simplesmente abria o projeto e começava a trabalhar, o que trouxe muito mais agilidade para o workflow.”
O diretor destacou ainda sua familiaridade com o ecossistema da Blackmagic Design. “A Blackmagic sempre fez parte do meu workflow. Foi com a Blackmagic que dei meus primeiros passos na produção cinematográfica, por isso conheço muito bem o ecossistema. Sempre gostei da interface intuitiva e, acima de tudo, sempre confiei na ciência de cores e na qualidade da imagem produzida pelas câmeras.”
Segundo Zarfati, a escolha dos equipamentos também levou em consideração o orçamento independente da produção. “Como ‘Fail Safe’ foi financiado de forma independente, precisávamos tomar decisões muito conscientes sobre onde investir cada recurso. Não fazia sentido investir demais no pacote de câmera se isso comprometesse outras áreas importantes da produção. Mas, ao mesmo tempo, qualidade de imagem é inegociável para mim. Eu não estava disposto a fazer concessões nesse sentido.”
“Foi exatamente aí que a Blackmagic se destacou. Ela entrega uma qualidade de imagem de altíssimo nível por um preço realmente acessível para produções independentes. Isso nos permitiu investir mais recursos no próprio filme, como locações, iluminação e valor de produção, sem abrir mão de uma imagem cinematográfica de alta qualidade”, concluiu.
A estreia de “Fail Safe” está prevista para setembro.
Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com
Acompanhe a Panorama Audiovisual no Facebook e YouTube