O diretor de fotografia John Matysiak, conhecido por trabalhos como Old Henry, Winning Time e Big George Foreman, utilizou luminárias Astera para criar o visual de Motor City, longa-metragem de ação ambientado em uma Detroit estilizada dos anos 1970.
Estrelado por Alan Ritchson, Ben Foster e Shailene Woodley, o filme combina estética de 35 mm inspirada na década de 1970 com a energia dos filmes grindhouse da época. Com menos de uma dúzia de falas em todo o longa, a fotografia e o desenho de som assumem papel central na construção da narrativa.
Embora a história seja ambientada em Detroit, a maior parte das filmagens ocorreu em Nova Jersey. Para criar uma identidade visual que transmitisse a atmosfera da chamada Motor City, Matysiak e o diretor Potsy Ponciroli apostaram em uma preparação extensa, combinando cor, contraste, neon e lâmpadas de descarga multicoloridas.
As filmagens foram realizadas com câmeras ARRI Alexa 35 e lentes Master Anamorphic, muitas vezes em câmera lenta. A iluminação buscou reproduzir imperfeições características de equipamentos antigos, ao mesmo tempo em que incorporou ferramentas modernas para oferecer controle preciso durante a produção.
“Queríamos que as imagens parecessem ter saído de uma história em quadrinhos”, explica Matysiak. Durante as visitas às locações, o diretor de fotografia e o gaffer Jason Velez procuraram ambientes que pudessem receber naturalmente elementos de neon.
Para essas cenas, tubos Astera foram incorporados diretamente aos cenários ou utilizados como fontes de luz para personagens, ruas e reflexos. Quando o neon seria criado posteriormente com efeitos visuais, a iluminação produzida pelos tubos servia como referência física para integrar o efeito digital à cena.
Um dos exemplos é o restaurante onde Sophia, personagem interpretada por Shailene Woodley, trabalha. Uma grande placa verde e laranja com a palavra Diner domina a fachada e ilumina as janelas abertas, criando um efeito visível tanto do interior quanto do exterior.
A placa, porém, não existia fisicamente. A produção utilizou tubos Hyperion da Astera, configurados nas cores verde e laranja e instalados em uma estrutura de aproximadamente 90 centímetros sobre as janelas. A iluminação real foi utilizada para construir posteriormente a placa de neon com efeitos visuais.
“Testamos algumas combinações de cores até encontrar uma que realmente gostássemos. Eu sabia que poderia trabalhar a partir da luz e dos reflexos laranja e verdes para construir a própria placa em efeitos visuais”, comenta Matysiak.
A combinação entre iluminação prática e efeitos visuais também foi utilizada em outros momentos importantes, incluindo um grande painel de neon vermelho com a palavra Lager, responsável por iluminar a sequência de ação que abre o filme.
Para reproduzir o comportamento das fontes de luz da década de 1970, a equipe passou bastante tempo analisando filmes daquele período. Segundo Matysiak, o objetivo não era apenas observar quais fontes eram utilizadas, mas também entender suas características e imperfeições.
“Fontes antigas têm inconsistências. Na prática, a Astera nos deu uma maneira de recriar muitos desses efeitos imperfeitos. O paradoxo é que utilizamos algumas das tecnologias de iluminação mais precisas disponíveis para reproduzir um mundo que era muito menos preciso”, observa.
Essa abordagem aparece também na sequência da sala de interrogatório. Depois de ser preso injustamente, John, interpretado por Alan Ritchson, é levado algemado para a sala e condenado a 25 anos de prisão por tráfico de drogas. Sophia acompanha a situação através de um espelho de duas faces e, em uma das poucas falas do filme, declara seu amor antes de jogar o anel de noivado no chão.
Para a cena, o banco de lâmpadas fluorescentes do teto foi substituído por tubos Titan da Astera, complementados por pequenas fontes práticas nos cantos da sala. O resultado cria uma atmosfera fria e áspera, mantendo John isolado em um espaço aparentemente estéril e reforçando a sensação de aprisionamento.
A flexibilidade do sistema também foi importante para a sequência de luta no elevador, próxima ao final do filme. O cenário foi construído para receber sangue e ser destruído durante a ação, enquanto diversos tubos Hyperion foram instalados no teto para iluminar o ambiente.
“Desde o início, sabíamos que queríamos a flexibilidade e o controle proporcionados pela Astera. Essa é realmente a vantagem. Não se trata apenas da qualidade da luz, mas também da possibilidade de tomar decisões intuitivas até o momento da filmagem”, ressalta Matysiak.
Segundo o diretor de fotografia, a equipe pôde ajustar e refinar a iluminação repetidamente até o momento em que as câmeras começavam a gravar, ampliando as possibilidades criativas durante as filmagens.
Motor City aposta em cores intensas, contraste e iluminação estilizada para construir sua representação de uma Detroit mitificada dos anos 1970. Com poucas falas, a fotografia assume a responsabilidade de transmitir grande parte da narrativa, utilizando a iluminação como elemento fundamental para definir ambientes, personagens e emoções.
O filme está disponível para streaming no Amazon Prime.
Site relacionado: https://astera-led.com
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