Os processadores de vídeo LED Tessera, da Brompton Technology, estão dando vida a um futuro distópico no espetáculo Oscar At The Crown, em cartaz em um espaço subterrâneo adaptado sob a Tottenham Court Road, em Londres. A montagem demonstra como tecnologias avançadas de processamento podem converter locais intimistas em cenários de forte impacto visual.
Ambientada em um mundo pós-apocalíptico marcado pelo colapso climático, a obra acompanha um grupo de exilados que se refugia em um antigo bar abandonado no subsolo. Para manter ânimo e sanidade, eles apresentam um musical inspirado em Oscar Wilde, reinterpretado com estética contemporânea, rock e liberdade criativa.
A produção utiliza o processador LED 4K Tessera SX40, combinado com o distribuidor de dados Tessera XD 10G e sistema de redundância, fornecidos pela Stage Sound Services. O elemento central é um painel LED INFiLED AR de dez metros por dois, com pitch de 2,97 mm, instalado atrás de um espelho de duas faces que se revela de maneira dramática em momentos-chave da narrativa.
O enredo mistura sobrevivência e expressão artística, com um toque inesperado: os personagens acreditam que Julie Cooper, da série The OC, teria antecipado a decadência humana pelas redes sociais, lembrando que Twitter e The OC estrearam no mesmo dia. A trama culmina em um número musical de nove minutos em que o painel revela imagens descritas pela designer de vídeo e diretora criativa da PixelLux, Nina Dunn, como um vitral digital explosivo.
O local, antes usado como depósito, foi transformado em múltiplos ambientes cênicos, incluindo um trecho de vagão de metrô, fileiras de televisores, bar, palco e cabine de DJ. O painel LED ocupa toda uma das paredes, funcionando como extensão cenográfica e como superfície para projeções que expandem a ambientação. O conteúdo mescla cenários gerados em Unreal Engine que reproduzem o espaço físico e imagens ao vivo captadas por três câmeras PTZ.
A produção exige alta precisão e intensidade de cor, especialmente por causa do espelho de duas faces e da estética de excesso de informação, marcada por cortes rápidos e estímulos visuais constantes. Dunn destaca a importância de operar o processador em níveis elevados e ajustar o brilho do conteúdo para garantir detalhes finos quando necessários.
A interface do SX40 se mostrou essencial para ajustes rápidos durante o cronograma intenso. Segundo a designer, o uso intuitivo da ferramenta acelerou correções e variações cromáticas. O espelho, porém, adicionou desafios, como leve coloração marrom e perda de luminosidade. A equipe da PixelLux recorreu ao recurso Overdrive para compensar essas limitações ópticas sem prejudicar a fidelidade das cores.
Oscar At The Crown combina atmosfera de clube com narrativa teatral, e o painel LED exibe desde imagens das câmeras para quem está no bar até gráficos para o DJ após o espetáculo, além de animações sincronizadas com movimentos dos performers. A tecnologia da Brompton mantém consistência visual mesmo com múltiplas fontes e ritmos acelerados de conteúdo, elemento central em um espetáculo que tematiza a sobrecarga de informação.
Ao final da apresentação, o espaço se transforma em uma verdadeira noite de clube, com a tecnologia LED migrando da função narrativa para o ambiente festivo. Para Dunn, a confiança no fluxo de sinal e na precisão do processamento foi determinante para integrar figurinos, iluminação e conteúdo visual. A fusão entre teatro e atmosfera de balada só se concretiza, afirma, porque o processamento da Brompton garante qualidade uniforme do início ao fim.
Site relacionado: https://www.bromptontech.com/
Foto: Brompton Technology/Nina Dunn
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