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Corrivium amplia uso da plataforma AMPP e aprofunda relação com a Grass Valley

Corrivium adota abordagem baseada em plataforma para garantir flexibilidade, resiliência e controle operacional em grandes eventos ao vivo

Por Redação

No fim do ano passado, a Corrivium deu suporte a um dos maiores eventos globais de computação em nuvem. Do ponto de vista da produção, o principal desafio em uma operação dessa escala é a flexibilidade sob pressão, já que as expectativas em relação à confiabilidade são extremamente elevadas e não há margem para interrupções. Em eventos desse porte, o foco se desloca rapidamente para resiliência e controle operacional, exigindo workflows que possam ser implementados com rapidez, monitorados de forma centralizada e ajustados em tempo real sem introduzir riscos adicionais. Essa necessidade orientou todas as decisões técnicas envolvidas no projeto.

À medida que os eventos crescem em tamanho e complexidade, os modelos tradicionais de produção baseados em hardware começam a revelar suas limitações. Infraestruturas físicas impõem restrições de capacidade, logística e velocidade de mudança, especialmente quando ajustes precisam ser feitos em fases avançadas do processo. Nesse contexto, a Corrivium precisou tratar a infraestrutura de produção como um serviço sob demanda, disponível imediatamente quando necessário, ajustável em tempo real, com flexibilidade de roteamento e monitoramento sem a necessidade de recabeamento ou reengenharia, e passível de ser desativada ao final da operação.

Esse cenário levou a empresa a ampliar o uso da plataforma AMPP, aprofundando sua relação com a Grass Valley. A adoção de uma abordagem orientada por plataforma transformou a forma como a Corrivium encara grandes eventos ao vivo. Em vez de projetar cada produção como uma estrutura única e isolada, a empresa passou a trabalhar a partir de um modelo modular, focando nos componentes específicos que precisam ser combinados para cada caso de uso, sem reconstruir a infraestrutura a cada novo projeto. Essa mudança aumentou a consistência entre produções e trouxe mais confiança durante a entrega, especialmente em cenários com múltiplos workflows operando em paralelo.

Dois aspectos da plataforma se destacaram desde o início. O primeiro foi a modularidade, que permite implantar apenas os recursos necessários para cada fluxo de trabalho. O segundo foi a visibilidade centralizada, oferecendo uma visão operacional única de todo o ambiente. Em operações dessa escala, flexibilidade de monitoramento e roteamento é essencial. Os operadores precisam acompanhar simultaneamente diversos workflows e reagir imediatamente quando surgem novas demandas. No evento mais recente, foi necessário reconfigurar roteamentos e adicionar novos pontos de monitoramento enquanto a transmissão estava no ar, algo que foi realizado sem qualquer intervenção na infraestrutura física, mantendo as mudanças controladas e seguras.

A adoção de produção baseada em nuvem também levantou questões sobre competências e perfis profissionais. Embora os operadores não precisem, no dia a dia, de conhecimento profundo de infraestrutura de TI, as organizações precisam contar com profissionais capazes de projetar e implantar corretamente esses sistemas. Na Corrivium, isso influenciou a forma como a empresa pensa treinamento e capacitação, com uma valorização crescente de operadores que compreendem conceitos de nuvem e sabem trabalhar com workflows definidos por software, especialmente no que diz respeito à transmissão e ao gerenciamento de sinais.

A produção definida por software elimina muitas limitações físicas, mas introduz novos desafios operacionais. Quando algo não funciona como esperado, habilidades sólidas de diagnóstico tornam-se fundamentais. A diferença está no local onde residem as restrições, que passam a ser determinadas principalmente pelas escolhas de projeto, e não mais pela disponibilidade física de equipamentos.

Essa forma de operar trouxe benefícios claros, como redução no tempo de implantação, maior consistência entre projetos e a capacidade de suportar mais produções simultâneas sem aumento proporcional da carga operacional. O planejamento dos eventos também mudou, com a adoção de templates em vez de estruturas personalizadas, permitindo concentrar esforços mais cedo na experiência do cliente e na resiliência da operação, em vez de reconstruir infraestrutura a cada projeto.

Para os clientes, essa abordagem oferece escala e flexibilidade sem acrescentar complexidade. Cada vez mais, as produções deixam de se limitar a uma única transmissão ao vivo e passam a contemplar múltiplas saídas, pensadas para diferentes públicos e plataformas. Contar com uma plataforma capaz de suportar esse cenário torna essas estratégias viáveis na prática.

À medida que a produção em nuvem amadurece, as organizações que se destacam são aquelas que combinam a disciplina do broadcast tradicional com uma mentalidade orientada por software. Confiabilidade, controle operacional e consistência continuam sendo fundamentais, mas agora entregues por arquiteturas mais flexíveis. A parceria da Corrivium com a Grass Valley reflete essa visão de longo prazo, baseada em investimento conjunto em produção definida por software com padrões de nível broadcast.

Grandes eventos ao vivo funcionam como um verdadeiro teste de estresse para a infraestrutura de produção, revelando claramente onde os sistemas se sustentam e onde falham. As abordagens baseadas em plataforma têm se mostrado eficazes para atender a essas exigências e estão moldando a forma como a Corrivium projeta e entrega produções ao vivo em larga escala daqui para frente.

Site relacionado: https://www.grassvalley.com/

Fonte: artigo de Steve Jones, CEO da Corrivium

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