A Blackmagic Design revelou que o curta-metragem “Duas Pessoas Trocando Saliva”, indicado ao Oscar 2026, empregou o DaVinci Resolve Studio desde a etapa de planejamento visual até a pós-produção, com edição, gradação de cores, VFX e muito mais realizados inteiramente no software.
Indicado a Melhor Curta-Metragem em Live Action no Oscar 2026, “Duas Pessoas Trocando Saliva” é uma obra dos cineastas Alexandre Singh, também responsável pela edição online e VFX, e Natalie Musteata. “É uma fábula absurdista ambientada em uma Paris alternativa, onde o beijo é proibido e as compras são feitas com tapas no rosto. A história acompanha duas mulheres que se encontram em uma loja de departamentos de luxo e começam a se apaixonar, apesar do perigo que essa relação representa”, explicou Singh.
“A maior parte do filme foi gravada da noite para o dia na loja de departamentos Galeries Lafayette, em Paris. Como é em preto e branco, iluminamos e compusemos as cenas com base em LUTs que a diretora de fotografia Alexandra de Saint Blanquat havia preparado no DaVinci Resolve Studio”, acrescentou. “Quando começamos o projeto, já sabíamos que a gradação de cores seria feita no DaVinci Resolve Studio. Como cineastas, gostamos de manter o controle sobre o workflow do projeto e sabíamos que o DaVinci havia se tornado um sistema de edição robusto o suficiente para um filme narrativo.”
Ao decidirem desde o início usar o DaVinci Resolve Studio em todo o fluxo de trabalho, Singh e Musteata começaram editando seus vídeos de pré-visualização na plataforma, trabalhando em linhas de tempo diferentes e usando a Blackmagic Cloud para compartilhá-las com facilidade.
“Com os dailies produzidos no DaVinci Resolve Studio pelo nosso laboratório parisiense, IKE NO KOI, acabamos trabalhando de uma forma um pouco diferente do habitual, colocando cada tomada em uma linha de tempo aninhada, com o material RAW em uma camada abaixo dos proxies com a LUT aplicada”, explicou Singh.

“O processo de online foi muito fluido”, observou Singh. “Economizamos muito tempo por não precisar transferir nossos ajustes de velocidade, reenquadramentos e recortes de outra plataforma para o DaVinci. Isso também nos permitiu continuar fazendo ajustes criativos muito depois de o corte normalmente já ser considerado fechado.”
Segundo Singh, como se tratava de um curta-metragem, houve muitos elementos que não puderam ser totalmente controlados no set e precisaram ser corrigidos na pós, desde remover sombras de microfones boom até reparar a lateral amassada de uma van e adicionar um segundo banner no saguão da loja para criar uma composição mais simétrica.
“O DaVinci Resolve Studio conta com vários recursos excelentes, mas para nós o grande destaque é a integração perfeita com o Fusion”, disse. “Quando nos aproximamos do corte final, pudemos começar o trabalho de remoção de objetos com VFX diretamente na aba Fusion do DaVinci. Conseguimos usar o recurso Decompor no Local nas tomadas e acessar na mesma hora tanto os proxies quanto o material RAW original, com os pontos de entrada e saída corretos e as transformações espaciais já aplicadas. Trabalhar no Fusion pela primeira vez foi uma verdadeira revelação.”
Singh acrescentou que o filme teve alguns trabalhos de remoção de objetos complexos. “Uma das vans estava em péssimo estado e tinha um letreiro pintado na lateral. Conseguimos ‘restaurar’ a van inteiramente dentro do Fusion”, disse. “O cartão de título parece mostrar o nome do filme pintado sobre um piso de madeira, com a tinta se integrando e reagindo aos veios da madeira. Para criar isso, imprimimos o título em papel, transferimos o desenho para madeira real, entalhamos essa madeira, escaneamos o entalhe e levamos o scan para o Fusion. Foi uma das árvores de nós mais complexas de todo o filme, criada para gerar esse efeito de tinta prateada aplicada de forma irregular sobre o piso de madeira existente.”
A montadora Hanna Park contou que, após ler o roteiro e assistir ao primeiro curta de Singh e Musteata, sabia que precisava trabalhar com eles. “Percebi o quanto são talentosos e que esse não seria um curta comum”, disse. “O DaVinci deu suporte ao workflow do projeto, já que Alex queria fazer pequenas correções de VFX enquanto editávamos. Acho que o DaVinci é uma ferramenta muito poderosa, especialmente para criadores independentes que procuram uma solução completa para suas necessidades de pós-produção.”
Com a gradação de cores realizada por Nat Jencks, da PostWorks New York, no DaVinci Resolve Studio, Singh observou que, para os VFX concluídos após a primeira gradação, ele podia alternar facilmente entre o material RAW e o material já colorizado para garantir que os efeitos se integrassem corretamente. “Essa flexibilidade foi inestimável”, concluiu.
Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com
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