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Escola de Denver é a primeira do mundo a instalar console SSL Oracle

Arquitetura Future Analogue e recuperação instantânea do SSL Oracle modernizam o ensino de produção musical na DVLP Academy

Por Ricardo Batalha

A DVLP Academy, escola de produção musical e engenharia de áudio sediada em Denver, no Colorado, tornou-se a primeira instituição de ensino do mundo a instalar um console de mixagem em linha Solid State Logic Oracle, da linha Future Analogue. Fundada pelo engenheiro de áudio, produtor, educador e empreendedor Drew Dugan, a DVLP, abreviação de “develop” (desenvolver), adota uma abordagem profissionalizante para a educação musical moderna, combinando treinamento prático em produção musical e engenharia de áudio com desenvolvimento artístico, estratégia de carreira, construção de marca e marketing. “Nosso lema é que o propósito da vida é desenvolvê-la, por isso ajudamos as pessoas a fazerem isso”, explica Dugan. “Nosso produto são as pessoas. A música é o meio que usamos para ajudá-las a se desenvolver.”

A principal unidade da DVLP, em Denver, conta com três estúdios interligados por meio das tecnologias Dante e de vídeo. O Estúdio A, que tem o SSL Oracle 24 como equipamento central, e o Estúdio B, equipado com um SSL X-Desk, dispõem de cabines de isolamento acústico. Uma sala para gravações ao vivo pode ser acessada a partir das três salas de controle, permitindo que todo o edifício funcione como um único estúdio integrado. No andar superior, o prédio abriga uma área de convivência para estudantes, acomodações para artistas visitantes e um terraço na cobertura, além de um par de caixas acústicas Jadis Eurythmie II. O espaço foi projetado por Dugan e construído com a ajuda de Robert Skelton, Ben Boggs, do gerente da DVLP, Connor McGhee, e da equipe de instrutores, produtores e estudantes da instituição.

A longa experiência de Dugan com os consoles de produção musical de ponta da SSL o levou novamente à fabricante na escolha dos equipamentos para o Estúdio A da DVLP. O SSL Oracle combina um caminho de sinal totalmente analógico com recursos de recuperação instantânea de configurações e redefinição de todas as funções. Embora o console ofereça uma ampla variedade de recursos, Dugan afirma que algumas funcionalidades mais simples estão entre as que mais o impressionam. “Gosto muito da facilidade para exibir na tela os detalhes de cada canal. Também gosto de poder acessar tudo em apenas uma seção do console, sem precisar ficar me deslocando.”

A superfície de controle do Oracle permite navegar por blocos de oito canais de entradas em cada seção do console e reorganizá-los em qualquer ordem. Além disso, a resolução de 16 mil etapas em todos os parâmetros controláveis oferece aos engenheiros a agilidade da operação analógica manual, aliada à precisão necessária para recuperar configurações e reproduzir ajustes de maneira consistente.

O projeto em linha do Oracle permite que o console de 24 canais da DVLP ofereça 48 entradas simultâneas. Outras 16 linhas podem ser adicionadas por meio dos faders dos subgrupos estéreo, totalizando 64 entradas para a mixagem. “Gosto da configuração clássica de fader pequeno e fader grande. Posso gravar e monitorar os sinais de entrada e saída da interface em um único canal do console”, destaca Dugan. Segundo ele, basta olhar rapidamente para o visor localizado logo acima do fader do canal para identificar qual caminho de entrada está atribuído ao fader longo e qual está associado ao fader curto. “Isso é realmente muito legal.”

Além disso, por meio dos três botões Quick, Dugan pode atribuir aos faders longos o controle de nível e panorâmica das entradas, dos envios auxiliares ou do caminho do fader curto em cada bloco de oito canais. “Isso é impressionante”, afirma. “E ter uma inserção tanto no fader pequeno quanto no grande é incrível.”

O console também incorpora o compressor THE BUS+ da SSL na seção master, com controles dedicados. Dugan, por sua vez, já era admirador do equipamento antes da instalação do Oracle. “Tenho outro aqui no rack. Comprei assim que foi lançado. Esse equipamento é incrível. Agora temos dois!”

Para a DVLP, o Oracle representa mais do que um console de gravação. O equipamento também oferece a oportunidade de apresentar aos estudantes uma nova geração de fluxos de produção que combina as vantagens sonoras da gravação analógica de grande formato com a flexibilidade e a eficiência esperadas dos estúdios profissionais modernos. Os alunos podem alternar com facilidade entre sessões de gravação, overdubs e mixagem, recuperando as configurações do console em segundos. Isso permite que os instrutores ensinem técnicas contemporâneas de produção híbrida sem deixar de lado os fundamentos tradicionais da engenharia de áudio.

A abordagem tecnológica do Oracle para os fluxos de trabalho híbridos de produção musical está alinhada à filosofia da DVLP, que integra educação, produção profissional, desenvolvimento artístico e marketing. “O que a SSL está fazendo com o Oracle combina muito bem com nossa filosofia na DVLP. Estamos sempre tentando ir além, desenvolver o que vem a seguir e proporcionar aos estudantes experiência com fluxos de trabalho modernos sem perder os fundamentos. Os fundamentos da produção musical não mudam. O que muda são as ferramentas e os fluxos de trabalho ao redor deles. Queremos que nossos alunos compreendam os dois aspectos”, afirma Dugan.

Para estudantes acostumados a trabalhar predominantemente em estações de trabalho de áudio digital, conhecidas pela sigla DAW, o Oracle também resgata a experiência física da mixagem, como explica Dugan. “Estamos tão acostumados a usar o mouse que foi uma ótima oportunidade para nos obrigarmos a voltar a usar os faders para automatizar a mixagem. É muito mais empoderador ‘tocar’ a mixagem em vez de tentar acompanhá-la com o mouse. Também é interessante poder alternar entre as camadas do console e da DAW. Enquanto estou mixando alguma coisa, posso acessar a camada analógica e usar as saídas nos faders grandes para acionar os equipamentos externos. Ou posso mudar para a camada da DAW e automatizar o processo nela antes de o sinal chegar aos equipamentos.”

A DVLP não é apenas uma escola profissionalizante que oferece treinamento prático em engenharia de áudio e produção musical. A instituição também atua diretamente no desenvolvimento e na produção de artistas. “Também desenvolvemos e produzimos artistas ativamente. Conduzimos os projetos pelas cinco etapas do Método DVLP: composição, pré-produção, produção, mixagem e masterização. Depois disso, podemos continuar com a construção da marca, a produção de conteúdo e o marketing completo. Isso significa que nossos alunos aprendem em um ambiente de trabalho real, no qual os mesmos processos que ensinamos são aplicados todos os dias. Educação, produção e desenvolvimento artístico funcionam sob o mesmo teto. É um ecossistema completo.”

Por meio de programas profissionalizantes em produção musical, engenharia de áudio e desenvolvimento artístico, a DVLP oferece aos estudantes a oportunidade de aprender nesse mesmo ambiente profissional, desenvolvendo as habilidades, a experiência e o portfólio necessários para buscar oportunidades nas atuais indústrias da música e da criação.

Dugan conclui: “O mais legal é que nossos alunos podem aprender com o Oracle todos os dias. Ser a primeira instituição de ensino do mundo a ter um equipamento desses é empolgante, mas o que mais importa é o que nossos estudantes podem fazer com ele. Eles aprendem os fundamentos da operação de um console analógico de grande formato e, ao mesmo tempo, vivenciam um fluxo de trabalho que representa o rumo da produção musical moderna. É exatamente disso que se trata a DVLP: desenvolver o que vem a seguir.”

Site relacionado: https://solidstatelogic.com/

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