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Fox Sports estreia câmera ‘Top Gun’ na 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis

"Top Gun" é uma microcâmera RF posicionada dentro do cockpit e voltada diretamente para o rosto dos pilotos

Por Ricardo Batalha

A Fox Sports vai ampliar o uso de recursos cinematográficos na cobertura da 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, marcada para 24 de maio, com a estreia de novas câmeras embarcadas e reforço da infraestrutura de produção remota. Entre as novidades está a chamada câmera “Top Gun”, uma microcâmera RF posicionada dentro do cockpit e voltada diretamente para o rosto dos pilotos. A emissora também estreia a “Buckeye Camera”, instalada na parte traseira lateral dos carros da Indy.

“A inspiração para nossa câmera ‘Top Gun’ veio de alguns filmes sobre automobilismo”, afirmou Michael Davies, vice-presidente executivo de operações técnicas e de campo da Fox Sports. “F1: The Movie foi uma grande referência para mostrar o que poderíamos fazer, e nosso diretor Mitch Riggin pensou em como obter esse enquadramento incrível do rosto do piloto olhando diretamente para a câmera.”

Segundo Davies, o novo posicionamento traseiro também amplia as possibilidades narrativas durante corridas e paradas nos boxes.

“Existe muita inspiração para descobrir como criar imagens que mostrem não apenas estratégia e desempenho, mas também emoção, algo mais próximo de uma produção cinematográfica”, explicou.

As novas câmeras se juntam às microcâmeras Driver’s Eye, posicionadas na linha de visão dos pilotos dentro dos capacetes, além de câmeras onboard frontais, traseiras, laterais e instaladas nas suspensões.

Para complementar as imagens Driver’s Eye, a Fox Sports também utilizará telemetria com HUD, exibindo dados como aceleração, frenagem, marcha e velocidade em tempo real.

A cobertura contará com aproximadamente 70 posições de câmera distribuídas pelo circuito, gerando mais de 100 feeds simultâneos. Dez câmeras operarão em até 240 fps para criação de slow motion em padrão cinematográfico. A estrutura inclui ainda 14 câmeras RF handheld, seis câmeras nos boxes e cerca de 30 canais ISO de replay operados por cinco sistemas EVS.

A transmissão será produzida em 1080p HDR, com distribuição em 4K UHD.

A emissora também adicionará um terceiro drone à cobertura aérea da prova. Os equipamentos, operados pela Beverly Hills Aerials, serão utilizados para tomadas FPV, imagens aéreas dos eventos pré-corrida e cenas externas do circuito.

“O circuito de Indianápolis é gigantesco”, comentou Davies. “Para se movimentar rapidamente pela pista, não existe substituto para drones. O automobilismo é um dos esportes que mais se beneficia desse tipo de cobertura.”

A Fox Sports também utilizará mais de dez câmeras digitais cinematográficas ARRI em seu estúdio remoto da Indy 500. Os equipamentos foram adaptados pela The Helm para integração direta ao workflow de produção ao vivo da emissora.

“Essas câmeras possuem características muito interessantes em termos de tolerância à luz e profundidade de campo”, afirmou Davies. “Elas permitem controlar não apenas o visual desejado, mas também esconder elementos que talvez não queiramos mostrar.”

Na infraestrutura de produção, a Fox Sports repete a parceria com a IMS Productions, responsável pela unidade móvel IP HD-5. O setup é complementado pela unidade móvel Ovation, da Game Creek Video, além de veículos da NEP BSI e da CE+T, responsável pelo fornecimento de energia.

Ao todo, a cobertura utilizará 12 unidades móveis e aproximadamente 2 MW de energia entre sistemas principais e redundantes.

Segundo Davies, a edição de 2026 representa uma das últimas operações “old school” da Fox Sports na Indy 500 antes da adoção mais ampla de workflows distribuídos.

Ao longo do último ano, a emissora trabalhou com a Lumen Technologies para expandir a infraestrutura de fibra óptica nos circuitos da IndyCar, preparando o terreno para futuras operações remotas.

A Fox Sports também realiza testes com redes privadas 5G em parceria com a Verizon, buscando ampliar a quantidade de sinais RF, dados de localização e canais de áudio disponíveis diretamente dos carros.

“Se algo funciona na Indy 500, Daytona 500 ou Talladega, então funciona em qualquer lugar”, concluiu Davies.

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