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Globecast apresenta MooM e Content Exchange na NAB New York

Globecast apresenta Content Exchange e MooM para modernizar operações e apoiar transição C-band na América do Norte

Por Ricardo Batalha

A Globecast apresentará sua nova geração de serviços de orquestração de mídia durante a NAB Show New York, realizada nos dias 21 e 22 de outubro, no Javits Center. A empresa demonstrará como o Content Exchange e a nova plataforma Media Orchestration and Operations Management, MooM, podem simplificar operações híbridas e preparar organizações de mídia para mudanças na infraestrutura de distribuição, incluindo a transição do C-band na América do Norte.

Apresentada inicialmente durante a IBC2026, a MooM amplia a abordagem definida por software da Globecast para além do transporte de mídia. A plataforma reúne produção remota, playout, gerenciamento de ativos de mídia, preparação de conteúdo, operações de headend e distribuição OTT em um único ambiente operacional.

Em conjunto com o Content Exchange, a MooM oferece maior visibilidade, automação e controle sobre recursos de satélite, fibra, IP, nuvem pública e infraestrutura privada. A proposta permite modernizar operações sem interromper serviços existentes ou abandonar investimentos já realizados.

A transição do C-band ganhou importância estratégica após a decisão da FCC de realocar 160 MHz da faixa superior do C-band em 2027. Emissoras e parceiros de distribuição utilizam essa faixa há anos por sua ampla cobertura, confiabilidade e previsibilidade econômica. Como nenhuma alternativa individual reproduz todas essas características em diferentes localidades, o planejamento da mudança envolve tanto continuidade de negócios quanto decisões tecnológicas.

A Globecast trabalha com clientes e empresas do setor na avaliação de diferentes estratégias de migração, incluindo satélite em banda Ku, IP gerenciado, fibra, nuvem e arquiteturas híbridas.

Nesse cenário, o Content Exchange atua como uma camada unificada de orquestração para um ambiente de distribuição cada vez mais diversificado, atendendo à entrega de conteúdos ao vivo e baseados em arquivos. A plataforma conecta diferentes recursos de transporte por meio de uma única interface, com monitoramento em tempo real e provisionamento automatizado.

A abordagem permite que as emissoras realizem a migração de forma gradual, testem diferentes opções de conectividade e estabeleçam níveis adequados de redundância, mantendo a estabilidade das operações durante cada etapa da transição.

A Globecast também destaca sua experiência direta nesse processo. Por meio de seu programa global de transformação de instalações, a empresa eliminou quase 100 antenas de satélite nos últimos dois anos e transferiu a ingestão e a distribuição de vídeo para uma infraestrutura baseada prioritariamente em IP.

O processo incluiu uma nova instalação de produção em Westlake Village, na Califórnia, além da modernização de hubs em Paris, Londres, Cingapura e Joanesburgo. Segundo a empresa, o trabalho foi realizado em conjunto com clientes e parceiros tecnológicos, mantendo a continuidade dos serviços para grandes redes de televisão a cabo, operações esportivas ao vivo e plataformas OTT.

Enquanto o Content Exchange estabelece a base da estratégia de distribuição de mídia da Globecast, a MooM amplia o conceito por meio de uma arquitetura aberta e orientada por APIs. A plataforma integra sistemas existentes e ferramentas de terceiros ao longo da cadeia operacional.

Desenvolvida para ambientes híbridos que combinam AWS, Oracle Cloud Infrastructure e infraestruturas privadas, a MooM abstrai camadas de controle fragmentadas e otimiza dinamicamente recursos e custos por meio de recursos integrados de FinOps e operações baseadas em inteligência artificial.

Com a plataforma, os clientes podem dimensionar serviços de maneira mais previsível, lançar eventos ao vivo e canais com maior rapidez e testar novos serviços e modelos de monetização sem necessidade de grandes investimentos iniciais em infraestrutura.

Eddie Ferraro, diretor-gerente da Globecast para as Américas, destaca que a migração do C-band não envolve apenas a escolha de uma nova rota de transporte, mas também a manutenção da qualidade, disponibilidade e latência dos serviços, além da continuidade dos negócios.

Segundo Ferraro, a Globecast busca oferecer flexibilidade para que cada cliente combine satélite, IP, fibra e nuvem de acordo com suas necessidades. A empresa acrescenta a essa estrutura recursos de orquestração, experiência em serviços gerenciados e responsabilidade operacional para conduzir a transição. Para o executivo, Content Exchange e MooM reúnem esses elementos em um modelo escalável e aplicável às diferentes necessidades das empresas de mídia.

Site relacionado: https://www.globecast.com

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