A Blackmagic Design anunciou que o longa-metragem “The Cashier” foi filmado com câmeras digitais cinematográficas Blackmagic Design, incluindo a Blackmagic URSA Cine 12K LF e a Blackmagic PYXIS 12K. O filme também foi editado, colorizado e finalizado no software de edição, gradação de cores, efeitos visuais (VFX) e pós-produção de som DaVinci Resolve Studio.
Escrito e dirigido por Andy Edmunds, “The Cashier” acompanha um terrorista doméstico atrapalhado que compra um bilhete de loteria premiado, colocando um grupo diverso de personagens em rota de colisão enquanto lidam com ganância, fé e redenção. “Gosto de imaginar que, se Quentin Tarantino se juntasse a Aaron Sorkin para fazer um filme da Hallmark com classificação indicativa para maiores, seria bem parecido com o nosso”, brincou Edmunds.
Com ampla experiência em outras funções no cinema, Edmunds sentiu que estava pronto para dar o salto para a direção. Durante a preparação de seu primeiro longa, ele entrou em contato diretamente com o diretor de fotografia Kunitaro Ohi, estabelecendo desde o início um espírito de colaboração. “Andy já havia trabalhado nos bastidores de diversos projetos narrativos, mas só nos encontramos rapidamente algumas vezes”, contou Ohi. “Quando chegou o momento de dirigir seu primeiro longa, ele teve a gentileza de me procurar. Gosto do nível de envolvimento e da atenção aos detalhes que ele traz, e isso certamente me conquistou para o projeto.”
Segundo Ohi, a decisão de filmar com a geração mais recente de câmeras Blackmagic Design foi motivada pelo que ele considera um grande salto tecnológico da marca para produções narrativas de longo formato. “Acho que já era hora das câmeras Blackmagic finalmente se tornarem protagonistas”, comentou Ohi. “Já havia usado a Pocket Cinema Camera 6K para planos secundários em um longa anterior e uma URSA de geração anterior em um curta-metragem. As imagens eram excelentes, mas eu sempre sentia que faltavam alguns recursos para dar o salto que eu precisava.”

“Com o lançamento da URSA Cine 12K LF e da PYXIS 12K, tudo mudou”, continuou Ohi. “Com o novo design e a ampla faixa dinâmica, finalmente passei a ter tudo o que precisava para filmar projetos narrativos de longo formato. O timing também foi perfeito: o lançamento da PYXIS 12K coincidiu com o início da preparação de ‘The Cashier’. Isso me deu o incentivo e as ferramentas necessárias para apostar nesses novos sistemas de câmera.”
No fim das contas, Ohi aceitou o projeto tanto pelo roteiro quanto pela abordagem de Edmunds. “Embora o roteiro siga uma estrutura de gênero, o filme tem um senso de humor e um tom bastante inusitados, difíceis de definir”, afirmou Ohi. “O Andy defendia que o filme fosse ainda mais estranho e mais intenso do que o que estava no papel. Achei que seria um ótimo projeto para me desafiar tanto no aspecto técnico quanto no conceitual.”
No set, Ohi destacou a qualidade de imagem e a usabilidade como grandes diferenciais. “A faixa dinâmica dos sensores é comparável à de sistemas de câmera que custam dez vezes mais”, afirmou. “Os menus são repletos de recursos, mas são tão descomplicados que até eu consigo navegar por eles. Sou um diretor de fotografia meio ludita, então fiquei surpreso com o quanto o menu é intuitivo. No geral, as imagens produzidas pela câmera superaram minhas expectativas: excelente modulação de realces, codec robusto e sensibilidade impressionante à luz. Em nenhum momento senti que estava abrindo mão da qualidade de imagem.”
Ohi também ressaltou que, embora a PYXIS 12K tenha sido utilizada como câmera B, ele nunca a encarou dessa forma. “Ela é o complemento ideal para a URSA Cine 12K LF. Os sensores são idênticos”, explicou. “Para ser sincero, eu nem pensava nela como câmera B. Em vários momentos, usei as duas de maneira intercambiável, definindo os ângulos de acordo com a situação em que cada uma se encaixava melhor.”
“Montamos a PYXIS como se fosse uma câmera de cinema tradicional”, acrescentou. “Mesmo com todos os acessórios instalados, ela continuou leve o suficiente para que o operador da câmera B não precisasse fazer ajustes adicionais de balanceamento ao filmar com câmera na mão.”
O operador de câmera B, Bunt Young, também elogiou a qualidade de imagem e a versatilidade. “A PYXIS gera imagens excelentes”, afirmou Young. “O sensor é extraordinário, e o corpo leve e adaptável da PYXIS 12K é simplesmente perfeito.”
O estilo visual do filme combina iluminação neo-noir e ângulos de câmera levemente inclinados, com influências do cinema sul-coreano contemporâneo. “A equipe fez referências constantes aos irmãos Coen e a Park Chan-wook no enquadramento e na iluminação”, continuou Ohi. “‘Muito Além do Jardim’, de Hal Ashby, também foi uma grande referência para manter um tom consistentemente excêntrico.”
Quanto às lentes, a produção utilizou uma combinação de Sigma Cine Prime e Tokina Vista Prime, filmando em 8K 16:9 para finalização em 1.85:1. Devido ao cronograma apertado de preparação, a equipe utilizou a LUT de filme disponível na própria câmera para monitoramento. “Em situações mais desafiadoras, eu desligava a LUT e monitorava a imagem em log para garantir que a exposição estava correta.”
Ohi destacou que tanto a URSA Cine 12K LF quanto a PYXIS 12K se saíram muito bem em situações desafiadoras. “Havia uma locação em uma sala de reuniões com janelas do chão ao teto, durante uma filmagem em pleno inverno, em Richmond, Virgínia, onde precisávamos manter um equilíbrio consistente entre a luz externa e o ambiente interno à medida que a luz natural diminuía”, explicou. “A faixa dinâmica das câmeras e a capacidade de lidar com baixa luminosidade e alto contraste transformaram o que poderia ter sido um dia complicado em algo muito mais tranquilo. À medida que o sol se punha, conseguimos manter a mesma relação de exposição entre a janela e o interior com a ajuda de alguns painéis de luz ajustados literalmente para 1%. Meu gaffer Shane Guild e meu chefe de maquinária ficaram incrédulos. O gaffer brincou: ‘Vou perder meu emprego?’”
A pós foi realizada em Richmond, com os montadores Rex M. Teese e Matthew West editando o filme no DaVinci Resolve Studio. Teese também foi responsável pela geração dos copiões no DaVinci Resolve Studio, mantendo o projeto em uma pipeline consistente desde o set até a edição. A correção de cores final no DaVinci Resolve Studio ficará a cargo de West.
Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com
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