A nova empresa resultante da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery será chamada Skydance. O anúncio foi feito no fim da última semana por David Ellison, CEO da Skydance, poucos dias antes da conclusão prevista da operação, marcada para 6 de outubro.
A fusão levou quase um ano para ser concluída e está avaliada em aproximadamente US$ 111 bilhões. Segundo Ellison, a nova empresa será estruturada como uma companhia voltada à criação e produção de conteúdos, com foco em histórias de qualidade e projetos criativos.
Ellison, filho de Larry Ellison, fundador da Oracle, criou a Skydance original em 2006. Ao explicar a escolha do nome para a nova companhia, o executivo destacou a preocupação em preservar o que tornou Paramount e Warner Bros. marcas reconhecidas ao longo de gerações.
Segundo Ellison, as duas empresas possuem identidades distintas, legados importantes e marcas que mantêm forte conexão com o público. Por isso, a intenção não seria permitir que uma nova identidade corporativa diminuísse, alterasse ou ofuscasse qualquer uma delas.
O executivo ressalta que o nome Skydance permitirá criar uma identidade própria para a empresa combinada, mantendo Paramount, Warner Bros. e as demais marcas em evidência.
A fusão recebeu na última semana autorização de uma juíza federal dos Estados Unidos. A juíza Araceli Martínez-Olguín classificou a operação como uma resolução factual e jurídica razoável e rejeitou objeções que buscavam impor restrições mais amplas ao negócio.
A transação, porém, continua enfrentando oposição, principalmente em Hollywood. O ator Mark Ruffalo criticou a operação e afirmou que a fusão pode prejudicar a criatividade, enfraquecer a liberdade de expressão e ameaçar empregos.
Ruffalo classificou a aprovação como extremamente decepcionante para as centenas de milhares de pessoas que se mobilizaram para tentar impedir a operação. O ator também afirmou que o movimento contrário à fusão não terminará com a aprovação judicial.
Segundo Ruffalo, a mobilização não estaria relacionada apenas a uma única fusão, mas a uma reação contra a concentração de poder econômico e contra o que considera interesses de grandes bilionários em detrimento da população.
Com a conclusão da operação prevista para esta semana, Ellison também terá de lidar com desafios imediatos relacionados ao desempenho de produções da Warner Bros. Um dos casos recentes é Digger, filme estrelado por Tom Cruise que teve uma estreia abaixo das expectativas.
O longa arrecadou aproximadamente US$ 8 milhões no mercado doméstico e outros US$ 12 milhões internacionalmente em seu fim de semana de estreia. A produção teria custado mais de US$ 250 milhões quando considerados também os investimentos em marketing.
A conclusão da fusão em 6 de outubro deverá formalizar a criação da nova estrutura corporativa sob o nome Skydance, mantendo Paramount e Warner Bros. como marcas de destaque dentro do grupo.
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