Inaugurado em 15 de agosto, o espaço foi idealizado pela Aventura, operadora de espaços culturais, e pelo estúdio brasileiro Deeplab Project, em parceria com o Nubank. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Jacobsen Arquitetura.
Parceira oficial de tecnologia audiovisual do empreendimento, a ON foi responsável pelo projeto técnico, distribuição de sinais, especificação e fornecimento dos equipamentos, instalação, programação, calibração e comissionamento. A empresa também realiza a operação diária dos sistemas.
O projeto foi concebido para combinar impacto visual, qualidade de imagem e flexibilidade, permitindo adaptar os ambientes a exposições, obras de arte digital, performances e eventos corporativos. As duas salas imersivas têm 23 metros por nove metros cada, com projeções distribuídas por três paredes e pelo piso, complementadas por superfícies espelhadas.
Para esses ambientes, a ON instalou 29 projetores a laser Barco DLP WUXGA de chip único. Dezoito unidades G50-W6 são responsáveis pelas imagens nas paredes, enquanto 11 modelos G62-W9, de maior potência luminosa, projetam imagens nos pisos. O sistema alcança 218 lux nas paredes e 174 lux nos pisos, superando a meta mínima de 150 lux estabelecida para o projeto.
A tecnologia DLP foi escolhida pela combinação de brilho, nível de preto e contraste. O acabamento cinza das paredes, especificado pela ON, ajuda a preservar a qualidade das imagens e evitar a perda de contraste em conteúdos com áreas claras. Onze servidores personalizados executam o software Dataton Watchout, responsável pela reprodução dos conteúdos, correção geométrica e combinação das imagens projetadas. O sistema pode ser recalibrado conforme as exposições mudam.
A exposição de abertura, “O Brasil de Tarsila”, apresenta releituras de obras de Tarsila do Amaral, figura central do modernismo brasileiro. Distribuída por mais de dez ambientes, a experiência combina projeções, interatividade, trilha sonora original e efeitos sensoriais para ampliar imagens e elementos das pinturas por paredes e pisos.
Na fachada voltada à circulação pública do Conjunto Nacional, uma tela transparente de LED com 84 m² cria o primeiro contato digital com o espaço. O painel em formato de L se estende por 17 metros na frente do edifício e mais quatro metros ao redor da esquina, com quatro metros de altura. Desenvolvida com tecnologias da One Display e da Kinglight, a estrutura possui passo de pixel variável de 3,9 a 7,8 mm, brilho superior a 4.000 nits e transparência de 75%, preservando a visibilidade através da tela.
Outro destaque é o Voxel, escultura volumétrica de LED concebida como alternativa a lustres e elementos convencionais de iluminação arquitetônica. Com aproximadamente dois metros de altura, quatro metros de largura e 5,7 metros de comprimento, a instalação possui 8.352 pontos de LED controláveis individualmente. Um software desenvolvido especialmente pelo artista Muti Randolph permite criar imagens e movimentos em um volume tridimensional.
O Nubank Arte Lab também conta com uma sala de imersão infinita, construída ao redor de uma parede de LED de 10 por 3,5 metros. Espelhos no piso, no teto e nas demais paredes multiplicam as imagens e criam a ilusão de um espaço digital sem limites.
Na área de bilheteria, cinco telas profissionais 4K de 65 polegadas exibem informações por meio da plataforma de sinalização digital Foyosi. A estrutura inclui ainda uma parede de LED de 11 por quatro metros na sala corporativa, destinada a apresentações e eventos, além do ON Meet, ambiente para reuniões equipado com duas paredes de projeção e software dedicado.
Ao todo, 28 especialistas da ON participaram das etapas de projeto, aquisição, importação, instalação, programação e operação. As duas salas imersivas foram concluídas 77 dias após a assinatura do contrato. A fachada transparente de LED, o Voxel, as telas do foyer e a sala de imersão infinita foram entregues em até 114 dias, permitindo a abertura do espaço dentro do cronograma previsto.
“Entregar um projeto de tamanha complexidade técnica e artística em um prazo tão apertado, sem comprometer a qualidade ou o impacto visual, é motivo de grande orgulho”, afirmou Hugo Rodrigues, CEO da ON Creative Visual Tech Provider. Segundo ele, a empresa participou das definições técnicas desde a concepção e continua responsável pela operação diária da infraestrutura.
A atuação da ON também inclui a presença diária de um técnico por até 12 horas, responsável pela inicialização, monitoramento e desligamento dos sistemas. A empresa oferece manutenção preventiva mensal, suporte corretivo e equipamentos de reserva no local e em sua sede, em São Paulo.
Essa estrutura permite acompanhar a programação cultural em constante evolução. Cinco semanas após a inauguração, o espaço recebeu “Jornada Muti Randolph + MAOTIK”, uma segunda experiência desenvolvida especialmente para o local, enquanto “O Brasil de Tarsila” continuou em cartaz.
Para Rodrigues, a participação contínua da ON ajuda a manter a infraestrutura confiável e flexível, preparada para receber novos conteúdos, exposições e eventos ao longo do tempo.
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