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Studio Hamburg cria nova pipeline de pós com DaVinci Resolve Studio

Workflow substitui ferramentas antigas e serviços terceirizados por uma abordagem integrada e simplificada no Studio Hamburg

Por Ricardo Batalha

A Blackmagic Design anunciou que o Studio Hamburg Serienwerft, responsável por uma das novelas mais longevas da Alemanha, “Rote Rosen”, internalizou seu workflow de pós-produção de imagem e áudio usando o DaVinci Resolve Studio.

Transmitida pelo Das Erste, “Rote Rosen” já ultrapassou 4.200 episódios desde 2006, com a equipe entregando 48 minutos diários de conteúdo dramático roteirizado. Esse ritmo começou a expor os limites da antiga pipeline de pós-produção, já que a pressão para finalizar episódios entre múltiplas equipes sobrecarregava os sistemas existentes, que haviam se tornado rígidos e caros de manter.

“Houve anos em que, a cada temporada, nos diziam: ‘Esta pode ser a última’”, relembrou Jonathan Happ, supervisor de pós-produção do Studio Hamburg Serienwerft. “Em determinado momento, chegaram até a cogitar reduzir a duração dos episódios para economizar verba.”

Em resposta, Happ começou a utilizar ferramentas da Blackmagic Design em partes específicas do workflow, incluindo ADR, VFX e limpeza de áudio. À medida que esses usos se expandiam, ficou cada vez mais claro que a configuração antiga acrescentava uma camada logística que já não beneficiava a produção. “Tudo girava em torno de arquivos AAF, gradação de cores externa e transferências de áudio, ou seja, toda uma sobrecarga logística que já não agregava valor à produção”, explicou. “Precisávamos de um sistema unificado que nos permitisse focar na edição, e não na movimentação entre etapas.”

Essa mesma falta de controle também se estendia à infraestrutura, já que a equipe dependia fortemente de fornecedores terceirizados para sistemas e serviços. “Uma grande parte do orçamento era consumida todos os meses por esses fornecedores”, disse Happ. “Nós não éramos donos das ferramentas. Não éramos donos da infraestrutura.”

Um divisor de águas veio quando Happ testou as ferramentas de voz com IA do DaVinci Resolve Studio em imagens de um documentário próprio, usando-as para remover ruídos intensos de fundo. A velocidade e a clareza dos resultados o levaram a apresentar o teste para a equipe de “Rote Rosen”. “Depois desse teste, ficou claro para toda a equipe que o DaVinci Resolve poderia assumir uma parcela maior do trabalho que estávamos terceirizando”, contou Happ.

Esse foi o catalisador para uma reformulação mais ampla da pós-produção, liderada por Jan Diepers, diretor administrativo e produtor do Studio Hamburg Serienwerft. O DaVinci Resolve Studio agora está no centro de um novo workflow interno que abrange edição, VFX, cor, áudio e entrega, com suporte de um servidor NAS baseado em software de código aberto.

“Custa um quarto do valor de outros orçamentos que recebemos”, afirmou Happ. “A implementação do DaVinci Resolve nos dá liberdade para integrar nossas próprias APIs e gerenciar o armazenamento da forma que precisamos, além de eliminar limitações de licenciamento”, explicou. “E ampliar a escala já não exige dobrar a infraestrutura como antes.”

O Studio Hamburg também introduziu automações orientadas por API para exportações de revisões, gerenciamento de tarefas, entregas para compositores, transferências de metadados e outros processos rotineiros, ajudando a reduzir tarefas repetitivas de supervisão e dando à equipe de pós-produção um controle mais previsível sobre as operações do dia a dia.

Os editores também podem usar templates pré-configurados do Fusion para trabalhos simples de efeitos que antes precisavam ser terceirizados, enquanto a produção desenvolve estilos de gradação de cores que a antiga pipeline não suportava com facilidade. O novo workflow também está simplificando o recrutamento, com Happ observando que a equipe está “achando mais fácil contratar editores juniores que já conhecem o DaVinci Resolve Studio”.

Ao mesmo tempo, a pipeline simplificada está reduzindo a carga operacional diária da pós-produção. “Eliminar as idas e vindas entre softwares de edição, áudio, codificação e efeitos já está nos economizando cerca de 10 a 15 horas por semana”, disse Happ. “Isso também significa que deixamos de ficar presos aos processos e conseguimos pensar com mais clareza sobre as necessidades futuras da produção.”

Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com

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