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Zixi, Grass Valley, Uplynk e BroadView criam modelo para migração do satélite ao IP

Zixi, Grass Valley, Uplynk e BroadView Software criam modelo IP para substituir distribuição via satélite com flexibilidade operacional

Por Ricardo Batalha

Zixi, Grass Valley, Uplynk e BroadView Software publicaram conjuntamente um white paper que apresenta um modelo para a migração da distribuição de conteúdo broadcast via satélite para infraestrutura baseada em IP e nuvem. O IP Convergence Framework for Distribution foi desenvolvido a partir de uma implementação real para uma emissora com presença global e propõe uma abordagem prática e repetível para essa transição.

O lançamento ocorre em um momento de mudança no mercado norte-americano, com a transição para fora da banda C e a aproximação do leilão da FCC para a faixa superior desse espectro. A iniciativa busca demonstrar como controle mestre em nuvem, transporte IP, orquestração e streaming podem trabalhar de forma integrada.

O modelo reúne quatro camadas principais, cada uma fornecida por um dos parceiros em uma arquitetura operacional unificada. A Grass Valley é responsável pelas operações broadcast e pelo playout, com controle mestre e reprodução executados na nuvem.

A Zixi fornece a distribuição de vídeo ao vivo em IP com padrão broadcast e redundância incorporada em todos os caminhos. A BroadView Software responde pela orquestração e entrega, permitindo controlar todo o fluxo de trabalho por meio do BroadView Nexus. Já a Uplynk distribui o conteúdo para plataformas de streaming, serviços FAST e afiliadas a partir da mesma cadeia operacional.

As camadas podem ser substituídas ou ampliadas de maneira independente, permitindo que as emissoras adotem a arquitetura gradualmente, sem precisar realizar uma reconstrução completa da infraestrutura de uma única vez. TAG e Zixi Zen Master oferecem visibilidade integrada de toda a cadeia, reproduzindo o nível de acompanhamento tradicionalmente disponível em uma sala de controle mestre.

O modelo contempla o fluxo completo, desde a ingestão até o controle mestre em nuvem e a distribuição. Segundo as empresas, levar o controle mestre para a nuvem permite preservar precisão e controle operacional ao mesmo tempo em que amplia a flexibilidade proporcionada pelo IP.

A arquitetura apresenta três resultados principais. O primeiro é a flexibilidade, proporcionada por camadas que podem ser substituídas e modificadas sem necessidade de redesenhar toda a infraestrutura. O segundo é a confiabilidade, obtida por meio de monitoramento contínuo e fluxos de trabalho redundantes. O terceiro é a eficiência, com redução dos custos de armazenamento e transporte e menor dependência de equipamentos fixos.

Eric Black, CEO e CTO da Uplynk, destaca que a transição da banda C coloca uma questão importante para as emissoras: como substituir o satélite sem abrir mão da confiabilidade oferecida pela infraestrutura tradicional.

“Criamos esse modelo para responder a essa questão e comprovamos sua aplicação ao transferir toda a operação de satélite de uma emissora para IP e nuvem em produção”, comenta Black. Segundo o executivo, a combinação entre confiabilidade de padrão broadcast e flexibilidade da nuvem atende às necessidades atuais do mercado.

O IP Convergence Framework for Distribution apresenta, assim, uma abordagem modular para emissoras que precisam substituir a distribuição via satélite e, ao mesmo tempo, preservar controle, redundância e continuidade operacional durante a migração para IP e nuvem.

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