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AMS-Neve traz ao mercado brasileiro console para broadcast e pós-produção

Por Flávio Bonanome

Realizado em parceria com a Dolby, evento reuniu profissionais de broadcast e pós-produção em São Paulo.

A AMS-Neve realizou nos dias 20 e 21 de Fevereiro um encontro focado na apresentação dos produtos da marca para os segmentos de pós-produção e broadcast. Realizado dentro da sede da Dolby Laboratories, em São Paulo, o evento apresentou para o mercado a mais recente console focada nestes segmentos da marca, a DFC 3D.

O evento contou com seis turmas reduzidas ao longo dos dois dias, onde profissionais de emissoras, produtoras e casas de pós-produção puderam ter contato direto e tirar dúvidas sobre o fluxo de trabalho com o sistema. O workshop foi ministrado pelo engenheiro James Townend da AMS-Neve e pelo renomado profissional do mixagem Beto Neves que agora também acumula a função de desenvolvedor de mercado para a fabricante.

Mais conhecida pelos seus equipamentos analógicos para produção musical, esta foi a primeira vez que a AMS-Neve apresentou aos profissionais brasileiros sua linha focada para audiovisual. “Muita gente nos conhece pelos nossos produtos para estúdios de música, mas a verdade é que já fazíamos consoles digitais para emissoras de TV e casas de pós-produção em meados dos anos 1970, mas entendo que é algo que ganha menos publicidade”, brinca James Townend, engenheiro da fabricante que veio ao país para acompanhar a ação.

A parceira com a Dolby, aliás, está no fato de uma das principais features da DFC 3D é o fato de ela já ser preparada para fluxos de trabalho em Dolby Atmos. “A Dolby tem feito um ótimo trabalho para popularizar o formato. Graças a isto temos visto mais e mais profissionais adotando o Atmos como padrão na hora de finalizar um filme, e algumas emissoras colocando o formato de áudio como requerimento na entrega de conteúdo”, conta Townend.

Esta não foi a primeira vez que Dolby cedeu seus estúdios para promover sistemas capazes de conversar com sua tecnologia. “Somos criadores de tecnologia, então nosso foco é ter parceiros que adotem o que nós desenvolvemos e claro que vamos oferecer todo o suporte necessário à eles”, explica Giovanni Asselta, Engenheiro de Soluções Sênior da Dolby no Brasil.

Além do formato Atmos, a Neve DFC 3D ainda trabalha com outros padrões de áudio imersivo, como Auro3D e IMax e tem capacidades para processar até 1.000 sinais em 24bit 96 kHz. Como superfície de controle, opera as principais DAWs do mercado, possui capacidades de automação, controle de plug-ins, telas para os mesmos e, claro, um Panner 3D já concebido para o trabalho da panorâmica em surround. (Lista completa de features aqui)

Suporte Dolby para Produtores de Conteúdo
Entre os principais esforços realizados pela Dolby para popularizar o padrão Atmos está o trabalho próximo aos produtores de conteúdo, facilitando questões de projeto, custo e mesmo auxílio técnico. Para muitos pode até parecer contra-senso uma empresa optar por oferecer facilitações a potenciais clientes, mas vale lembrar que o grande negócio da desenvolvedora na verdade é licenciar seus produtos para as fabricantes de televisores e sistemas de som domésticos. “Nosso foco não é ganhar dinheiro no encoder, mas sim no decoder”, explica Asselta.

Entre as ações que a Dolby tem realizado para garantir maior proximidade para com os profissionais do áudio, está desde a análise de projeto e de viabilidade financeira para os interessados em construir uma sala de mixagem Atmos até a cessão de espaço para trabalhar. “Normalmente quando um profissional está pensando em fazer este upgrade, ele quer saber se existe demanda para ele trabalhar em Atmos, então colocamos nossos estúdios à disposição para que ele produza seus primeiros trabalhos aqui. E claro, uma vez que sua casa estiver pronta, continuamos oferecendo todo o suporte”, explica. A sede da Dolby, em São Paulo, conta com duas salas de mixagem preparadas para trabalhar com Dolby Atmos.

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