O documentário “Ghosts of the Gold Rush” foi captado com as câmeras digitais cinematográficas Blackmagic PYXIS 6K e Blackmagic Cinema Camera 6K. Produzido pela Black Hollow Pictures, responsável pelo reality show “Haunted Discoveries”, o filme explora o lado sombrio da Corrida do Ouro da Califórnia por meio de cidades históricas, minas abandonadas e outros locais marcados por acontecimentos do período, combinando linguagem documental com recriações cinematográficas.
“Ghosts of the Gold Rush” permitiu explorar as lendas e o folclore relacionados à região de Gold Country, segundo Brandon Alvis, diretor, produtor e montador do filme. A produção investiga histórias como o desastre ocorrido na Mina Argonaut, as assombrações associadas ao histórico Cary House Hotel e os assassinatos da família Weber.
“Por meio de conversas com especialistas locais, o filme investiga histórias que vão desde o trágico desastre na Mina Argonaut e as assombrações associadas ao histórico Cary House Hotel até os arrepiantes assassinatos da família Weber. Juntas, essas histórias revelam como a história da região continua viva por meio das pessoas, dos lugares e das lendas de Gold Country, na Califórnia”, explica Alvis.
A equipe escolheu as câmeras Blackmagic Design pela confiabilidade e pela capacidade de adaptação aos diferentes estilos de produção exigidos pelo projeto. As câmeras foram utilizadas tanto em situações documentais no estilo de produção ágil quanto nas recriações históricas, que exigiam maior controle cinematográfico.
“As câmeras nos permitiram trabalhar com agilidade em ambientes de documentário no estilo run and gun e, ao mesmo tempo, ofereceram a qualidade de imagem e o controle necessários para as recriações históricas mais cinematográficas do filme. A faixa dinâmica, o codec Blackmagic RAW e o fluxo de trabalho com proxies proporcionaram flexibilidade durante as filmagens e tornaram extremamente intuitiva a transição para a montagem e a gradação de cores no DaVinci Resolve Studio”, comenta Alvis.
As duas câmeras foram instaladas em cages da Tilta e utilizadas principalmente com lentes Sigma 28-105mm F2.8 e Sigma 28-45mm F1.8 DG DN Art. A combinação permitiu atender tanto à cobertura documental mais dinâmica quanto às cenas históricas planejadas e controladas.
As gravações passaram pelas colinas de Jackson e pelos centros históricos de Placerville e Auburn, além de tribunais, poços de mineração, antigos acampamentos de mineração e cemitérios. A variedade de ambientes também colocou os equipamentos à prova em diferentes condições de iluminação.
“Luz do início da manhã, escuridão da noite, prédios de tijolos aparentes, uma igreja cristã ortodoxa com afrescos multicoloridos; é difícil conseguir uma imagem ruim no norte da Califórnia. Perdi a conta de quantas vezes olhei pelos visores das câmeras e fiquei impressionado com a qualidade das imagens”, diz Mustafa Gatollari, coprodutor do documentário.
Gatollari também destaca a praticidade dos recursos de monitoramento. “O PYXIS Monitor, em conjunto com a tela integrada da câmera, foi extremamente conveniente para avaliar os planos imediatamente e ajustar as configurações pela tela sensível ao toque. A portabilidade da Cinema Camera 6K tornou muito mais fácil captar imagens de apoio e gravar entrevistas em movimento”, acrescenta.
Durante a última noite de filmagem em Auburn, a equipe também observou o desempenho da Cinema Camera 6K em situações com iluminação urbana. “Lembro claramente de caminhar por Auburn na nossa última noite de filmagem e ficar impressionado com a forma como a Cinema Camera 6K captava o brilho dos letreiros de neon locais. E isso foi antes mesmo da gradação de cores”, relata Gatollari.
No Auburn Odd Fellows Lodge, os entrevistados foram posicionados no centro do salão, com luminárias ao fundo e elementos de couro vermelho-escuro e móveis marrons compondo o ambiente. Para Gatollari, a combinação de iluminação e textura permaneceu entre as imagens mais marcantes da produção.
As recriações históricas também tiveram papel importante na construção visual do documentário. Uma das cenas retrata Alma Bell confinada na cela feminina do histórico Tribunal de Auburn. A personagem foi enquadrada através das grades, com iluminação quente e direcional e sombras utilizadas para reforçar a sensação de isolamento.
Outra sequência mostra a silhueta de uma mulher de luto ao lado de uma lápide no Cemitério de Auburn, registrada contra a luz dourada do fim do dia.
“Os dois planos têm uma atmosfera silenciosa e assombrosa que reflete o tom emocional que queríamos para o filme”, observa Alvis.
O diretor também destaca o uso do espaço de cores da Blackmagic Design para manter uma aparência consistente entre os diferentes tipos de material captados durante a produção. A integração com o DaVinci Resolve Studio também contribuiu para concentrar diferentes etapas da pós-produção em uma única plataforma.
“Ter todo o conjunto de ferramentas do DaVinci Resolve Studio em um único aplicativo também foi uma grande vantagem. Poder transitar perfeitamente entre montagem, gradação de cores e pós-produção de áudio tornou o fluxo de trabalho significativamente mais eficiente do que em outras plataformas”, avalia Alvis.
As ferramentas de inteligência artificial do DaVinci Resolve Studio também foram utilizadas durante a pós-produção. Segundo Alvis, recursos de áudio baseados em IA ajudaram a remover ruídos provocados pelas roupas em determinadas cenas, preservando as performances originais e mantendo os diálogos claros e naturais.
Gatollari também relaciona o projeto à proposta da American Paranormal Research Association, que busca utilizar a pesquisa de fenômenos sobrenaturais como forma de aproximar o público da história.
“Quando conheci Brandon em ‘Ghost Hunters’, fiquei fascinado com o objetivo da American Paranormal Research Association de usar a pesquisa de fenômenos sobrenaturais como uma forma de reconectar as pessoas à história de maneira envolvente, concreta e humana”, comenta Gatollari.
Segundo ele, a proposta de contar essas histórias com uma abordagem visual cinematográfica estava alinhada à visão de Alvis. “A expressão artística enriquece a forma como essas histórias são compartilhadas”, acrescenta.
“Ghosts of the Gold Rush” terá sua estreia na histórica Kennedy Gold Mine em 7 de novembro.
Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com
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