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Cloudbass testa processamento de áudio remoto com SSL System T VTE

Console S400, Tempest Engine e infraestrutura IP viabilizam mixagem remota, reduzindo equipamentos e espaço necessário nas unidades móveis

Por Ricardo Batalha

A Cloudbass realizou uma prova de conceito com o System T Virtual Tempest Engine (VTE), da Solid State Logic (SSL), para demonstrar como o processamento de áudio definido por software pode reduzir a infraestrutura necessária em produções externas de televisão. O teste ocorreu durante a cobertura ao vivo do Campeonato Britânico de Carros de Turismo, no circuito de Thruxton, no Reino Unido, com processamento local e operação remota a partir da sede da empresa em Ripley.

O projeto combinou o processamento de vídeo definido por software da plataforma AMPP, da Grass Valley, com o motor virtual de áudio SSL System T VTE, executado em servidores comerciais convencionais. A proposta é reduzir a dependência de equipamentos dedicados e permitir que parte da equipe técnica opere remotamente, diminuindo o espaço físico e o consumo de energia das unidades móveis de transmissão.

Na sede da Cloudbass, o operador de áudio utilizou uma superfície de controle SSL System T S400 com 32 faders para controlar remotamente o VTE instalado em Thruxton. A configuração manteve a experiência tátil de uma console física, com acesso direto aos controles necessários para a mixagem de produções ao vivo.

No circuito, uma posição compacta de controle utilizou o aplicativo SSL Tempest Control App e um Desktop Fader Tile Plus, permitindo que o engenheiro responsável pela garantia técnica monitorasse os sinais, verificasse a operação e prestasse suporte de forma independente. Uma stagebox SSL SB 8.8 instalada junto à pista forneceu entradas e saídas analógicas controláveis remotamente para os microfones locais.

A integração com a infraestrutura de produção foi realizada por meio de uma ponte SSL Net I/O ST 2110 Bridge. O equipamento conectou o ambiente System T à rede IP baseada no padrão ST 2110, recebendo os sinais de áudio das câmeras para processamento e devolvendo as mixagens finalizadas à rede para distribuição aos demais sistemas da produção.

Um dos objetivos do teste foi verificar a viabilidade da operação remota utilizando uma conexão convencional de internet. A prova de conceito consumiu aproximadamente 50 Mbps de banda de upload entre Thruxton e Ripley para transportar dados de controle e os sinais de áudio e vídeo necessários à monitoração dos operadores.

Como o processamento principal permaneceu no circuito, não foi necessário transportar todas as fontes de produção sem compressão até a sede da Cloudbass. Segundo a empresa, essa arquitetura reduz a demanda por conectividade de alta capacidade, mantendo a qualidade dos sinais e ajudando a controlar a latência.

A Cloudbass avalia que o processamento definido por software também permite dimensionar os recursos de acordo com cada evento, sem exigir o mesmo investimento inicial em infraestrutura dedicada. A redução de equipamentos e de pessoal no local pode trazer benefícios operacionais e ambientais, além de ampliar a flexibilidade das produções externas.

Para a Solid State Logic, o projeto demonstra como o System T VTE pode combinar processamento escalável em servidores convencionais com os controles físicos e os recursos de mixagem esperados em ambientes profissionais de transmissão ao vivo.

A Cloudbass concluiu que a prova de conceito demonstrou a viabilidade de um modelo de produção externa mais compacto, com processamento local e operação remota, sem comprometer a qualidade do conteúdo entregue ao público.

Site relacionado: https://www.solidstatelogic.com/

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