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Documentário The Real Yellowstone finalizado com DaVinci Resolve Studio

Oliver Peters conta sua experiência usando o DaVinci Resolve Studio como principal plataforma de edição no documentário The Real Yellowstone

Por Ricardo Batalha

Oliver Peters é um editor e colorista com experiência em comerciais, televisão e longas-metragens. Depois de ser convidado pelo premiado diretor e defensor dos direitos humanos Tom Opre para colaborar em novos cortes do documentário “Killing the Shepherd”, Peters rapidamente assumiu a edição dos dois filmes seguintes da série de Opre, “The Last Keeper” e “The Real Yellowstone”. Essas produções mostram como a verdadeira conservação começa com o respeito pelas pessoas que vivem mais próximas da vida selvagem.

“‘The Real Yellowstone’ foi meu terceiro documentário com Opre, mas o primeiro em que usei o DaVinci Resolve Studio tanto para a edição offline quanto para a online. A mudança para o DaVinci veio a pedido do colorista, principalmente para evitar os problemas de revinculação que ele havia enfrentado com outros sistemas”, afirmou Peters. “Até então, eu utilizava o DaVinci Resolve Studio para a gradação de cores e algumas edições pontuais ligadas à finalização, e ‘The Real Yellowstone’ foi o primeiro projeto em que adotei o DaVinci como minha plataforma de edição principal, do início ao fim.”

“The Real Yellowstone” mergulha na vida de famílias de pecuaristas que se veem no centro de um conflito complexo: a alta nos preços de imóveis, ataques de predadores e a força de um movimento conservacionista que busca transformar a paisagem que chamam de lar.

“É um retrato honesto da vida moderna no oeste americano, algo bem diferente do que costuma aparecer nas ficções televisivas”, observou Peters. “Por ser um documentário, tentamos dar voz a todos os lados, oferecer algumas reflexões e ampliar o debate sobre ideias que às vezes desafiam conceitos populares.”

Segundo Peters, ao contrário de um drama roteirizado, um documentário também envolve curiosidade e aprendizado. “Você acaba descobrindo coisas que talvez nunca tivesse percebido. Como alguém que nunca morou nos estados do oeste, aprendi muito sobre questões específicas daquela região. Como editor, documentários são uma forma de contar a história. Na prática, escrever com imagens e sons. Naturalmente, a história é do diretor, mas o editor desempenha um papel fundamental na forma como ela é moldada, algo que outros tipos de conteúdo não oferecem”, destacou.

A produção se estendeu por dois anos e reuniu uma grande variedade de materiais, incluindo eventos, entrevistas e imagens de rolo B registradas em diversos formatos: câmeras profissionais, smartphones, drones, além de acervos, fotos e animações. “Para simplificar tudo, trabalhei em uma linha de tempo DCI 4K, com toda a mídia proxy no mesmo tamanho e na mesma taxa de quadros do material original. Assim, não seriam necessárias conversões nem revinculações complexas ao entregar o projeto para o colorista”, explicou Peters.

Embora a edição fosse composta principalmente de cortes diretos, transições, redimensionamento e rastreamento de clipes, Peters também criou os títulos de abertura, os terços inferiores e os créditos finais usando as ferramentas de texto padrão do DaVinci Resolve Studio. Ele ainda editou e posicionou todas as músicas para o mix temporário, utilizando a página Fairlight para processamentos básicos, como EQ e compressão. “Montei toda a trilha a partir de elementos musicais originais fornecidos pelo compositor Paul Mounsey. É melhor fazer os ajustes no nível do clipe na página Edição e depois passar para a Fairlight para refinar cada trilha, por exemplo, aplicar a mesma equalização e compressão a todos os diálogos. O mesmo vale para a música”, afirmou.

“O DaVinci Resolve é uma ferramenta completa que trabalha facilmente com edição, efeitos, correção de cores e pós de áudio. Embora meu foco fosse a edição criativa, várias outras ferramentas se mostraram úteis. Ao longo do processo, precisei fazer muitos ajustes de tamanho. Apliquei bastante material em 6K e adicionei ‘movimentos de câmera’ em todas as fotos. Esses ajustes foram feitos diretamente na página Edição do Resolve”, acrescentou.

Peters também recorreu ao robusto conjunto de recursos do DaVinci Resolve Studio nas revisões internas. “Embora eu não estivesse fazendo a colorização final nem o mix, era importante que o primeiro corte estivesse visual e sonoramente apresentável sempre que o Tom mostrasse o material aos clientes”, contou. “Durante boa parte da edição offline, trabalhei com proxies exibidos em Log. Para essas revisões, eu ia para a página Cor do Resolve para pequenas correções e deixava o filme com um acabamento mais refinado. A ideia é evitar qualquer elemento, seja de som ou de imagem, que possa tirar o espectador da experiência durante a análise.”

Com o corte definido, o colorista Matt Hartle, da Baked Studios, fez a gradação do material em resolução total no DaVinci Resolve Studio. O assistente de edição Rob Dewbre gerou o filme final em diversas versões sem texto em DCI 4K, também no DaVinci. “Esses arquivos foram enviados de volta para mim junto com as trilhas de áudio finalizadas. Fiz o rastreamento e a desfocagem de alguns rostos na página Cor do DaVinci como toque final. Com esses elementos, montei as versões definitivas do documentário”, explicou Peters.

“Como trabalhamos de ponta a ponta no DaVinci Resolve Studio, a troca de informações entre edição e cor foi mais simples do que em praticamente qualquer outro fluxo de trabalho offline/online. Não foi necessário usar XMLs, EDLs etc. E escolhas criativas, como movimentos no estilo Ken Burns em fotos, foram preservadas corretamente”, concluiu Peters. “Confesso que, no início, embora confiasse nas funções básicas do DaVinci, tive dúvidas se ele daria conta de um longa-metragem repleto de arquivos de mídia de fontes tão diversas. No fim, a experiência de edição foi muito positiva e bem-sucedida.”

“Em um primeiro momento, a amplitude de recursos do DaVinci pode parecer intimidadora para novos editores, mas o software é fácil de usar. Para qualquer editor, de qualquer nível, o DaVinci oferece um workflow de ponta a ponta difícil de superar.”

Para mais informações sobre a Shepherds of Wildlife Society, fundada por Tom Opre, visite www.shepherdsofwildlife.org.

Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com

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