Blackmagic Design destaca uso do DaVinci Resolve Studio em produções imersivas da Metaverse Stage
Metaverse Stage utiliza DaVinci Resolve Studio e URSA Cine Immersive em filmes narrativos para Apple Vision Pro
A Blackmagic Design destacou o uso do DaVinci Resolve Studio no workflow de pós-produção dos mais recentes projetos do estúdio imersivo Metaverse Stage. As produções “Henry VIII in Warwick” e “Aspen Cowgirl” foram desenvolvidas para oferecer experiências narrativas imersivas, colocando o público diretamente dentro da história por meio do Apple Vision Pro.
Conhecida por sua abordagem voltada ao storytelling, a Metaverse Stage busca ir além das demonstrações tecnológicas normalmente associadas às produções imersivas.
“Por exemplo, em ‘Aspen Cowgirl’, queríamos levar o storytelling imersivo a uma direção diferente”, afirmou Keeley Turner, diretora da Metaverse Stage. “A maioria das produções atuais ainda se parece com demos tecnológicas, focadas em mostrar capacidades em vez de narrativas. Queríamos seguir pelo caminho oposto: contar uma história sensível que transportasse o espectador para Aspen, Colorado, um dos lugares mais belos dos EUA, e o deixasse vivenciar um recorte autêntico da cultura americana clássica que vem desaparecendo discretamente do cotidiano moderno.”
Os dois filmes foram captados com a câmera cinematográfica Blackmagic URSA Cine Immersive e finalizados no DaVinci Resolve Studio, que foi utilizado na montagem, correção de cor, pós-produção de áudio com Fairlight para ASAF e criação de efeitos visuais.
Segundo o produtor Hugh Hou, a integração do software com o Apple Vision Pro foi fundamental para o processo criativo.
“Ter esse feedback imediato e imersivo fez uma enorme diferença na forma como abordamos o ritmo, a continuidade e as transições de cena”, disse Hou. “Utilizei bastante a função ‘Transmitir para visionOS’ no DaVinci para analisar as sequências em tempo real, experimentando cada corte exatamente como o público o veria dentro do headset. Em alguns momentos, cheguei até a trazer a interface do DaVinci Resolve para o Apple Vision Pro por meio do Mac Virtual Display, para poder editar enquanto simultaneamente visualizava a reprodução imersiva em 3D com profundidade completa.”
“Esse workflow híbrido permitiu que eu julgasse o timing e o ritmo emocional de forma mais intuitiva, porque na narrativa imersiva, mesmo poucos quadros podem alterar o quão confortável ou natural uma transição parece. Visualizar a edição no headset ajudou a garantir que todas as cenas fluíssem naturalmente e mantivessem o senso de presença que trabalhamos arduamente para criar.”
Em “Henry VIII in Warwick”, ambientado em um castelo histórico inglês, a página Fusion do DaVinci Resolve Studio teve papel importante na remoção de elementos modernos que comprometeriam a autenticidade visual da produção.
“Por exemplo, em ‘Henry VIII in Warwick’, nos deparamos com um desafio interessante: filmar dentro de um verdadeiro local histórico centenário na Inglaterra que, devido às regulamentações modernas, precisa ter alarmes de incêndio visíveis instalados no teto. Obviamente, não podíamos remover ou cobri-los durante a produção, então tivemos que mantê-los no quadro e corrigir depois na pós”, revelou Hou. “Contamos muito com o Fusion para esse trabalho de limpeza.”
“As novas ferramentas de correção imersiva e PanoMap nos ajudaram a converter o espaço de lente do Apple Vision Pro para um formato plano para correções de pintura e rotoscopia 2D precisas. Esse workflow foi uma salvação, permitindo tratar as imagens imersivas com a mesma velocidade e precisão de um plano VFX comum.”
O DaVinci Resolve Studio também foi utilizado na redução de ruído das cenas noturnas iluminadas apenas por velas e lareiras. “O resultado foi impressionante. Com o Apple Vision Pro, os espectadores podem ver cada detalhe do cenário tudoriano, das reflexões das chamas na armadura de Henry ao brilho suave das velas ao longo da mesa do banquete, tudo como se estivessem realmente presentes no local”, disse Hou.
“Além disso, usamos máscaras de borda na página Cor do DaVinci para cobrir alguns equipamentos, como as pernas dos suportes de iluminação, que às vezes apareciam na extremidade do quadro de 180°. Essa abordagem simples e eficiente nos poupou uma enorme quantidade de tempo durante a correção, mantendo, ao mesmo tempo, uma imagem imersiva final totalmente limpa sem marcas da máscara.”


Já em “Aspen Cowgirl”, a equipe explorou movimentos de câmera mais complexos em ambientes externos. Algumas cenas foram captadas na traseira de uma caminhonete em estradas montanhosas, exigindo estabilização avançada na pós-produção.
“Em uma das sequências, queríamos que o público sentisse que estivesse de carona na traseira de uma picape americana antiga com as duas atrizes. Para isso, fixamos rigidamente a câmera na traseira da picape para que o movimento permanecesse naturalmente conectado ao veículo, ajudando a reduzir o tipo de movimento desconexo que pode causar desconforto na visualização imersiva.”
“O desafio era que a estrada na montanha era extremamente irregular, introduzindo tanto grandes impactos quanto microtremores constantes. Para ajustar esses planos na pós, usamos as ferramentas Fusion mais recentes no DaVinci Resolve Studio, incluindo PanoMap e o Estabilizador Esférico. Com a estabilização esférica VR180 introduzida no Fusion 20, conseguimos suavizar movimentos que teriam sido difíceis ou impossíveis de controlar completamente em locação”, explicou Hou.
“Esse tipo de fluxo de pós-produção nos permitiu produzir movimentos cinematográficos sem recorrer a estruturas mais complexa para cada plano”, continuou. “Para cineastas independentes, é importante ter conhecimento do que pode ser realizado na pós. Com o planejamento dessas ferramentas durante a produção, podemos captar planos em movimento ambiciosos que, de outra forma, poderiam ser caros ou difíceis demais ou, em última instância, inutilizáveis.”
Ao comentar o crescimento da produção imersiva, Hou destacou a importância de dominar os fundamentos da linguagem antes de buscar abordagens mais experimentais.
“Meu maior conselho é: não tenha medo de experimentar, mas certifique-se de compreender o básico primeiro. A produção imersiva tem sua própria linguagem e ritmo, e agora há melhores práticas bem estabelecidas que podem elevar bastante a sua história.”
“Aprenda o básico: mova a câmera com intenção, preste atenção na posição do elenco e considere sempre a direção do olhar do espectador. Minimize seus cortes e deixe as cenas respirarem. O som é tão importante quanto os visuais, então invista tempo no áudio espacial, que é metade da experiência imersiva. Após ter dominado esses princípios, você pode então começar a quebrar as regras de maneira criativa. Mas sempre confira cada tomada no Apple Vision Pro antes de seguir em frente. Não presuma que algo vai parecer ou funcionar corretamente até que você tenha vivenciado de forma imersiva, já que até os pequenos detalhes podem fazer uma grande diferença no conforto e no ritmo da narrativa.”
“E o mais importante: saia, filme na natureza e conte histórias que conectem as pessoas a locais e emoções reais. Não se preocupe muito com números ou retorno de investimento agora. Essa ainda é uma nova forma de arte, e está evoluindo rapidamente. Seja audacioso, curioso e seja um dos pioneiros a moldar o que o cinema imersivo pode se tornar.”
Site relacionado: https://www.blackmagicdesign.com
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