Segundo artigo publicado por Jean-Christophe Perier, diretor de marketing da Globecast, a empresa amplia sua atuação no mercado audiovisual com o MooM (Media Orchestration & Operations Management), plataforma SaaS nativa em nuvem desenvolvida para simplificar e automatizar operações de mídia em ambientes híbridos. A solução permite gerenciar fluxos de trabalho distribuídos entre diferentes provedores de nuvem e infraestruturas locais, com foco na eficiência operacional, na redução de custos e na confiabilidade dos serviços.
Tradicionalmente reconhecida por sua infraestrutura global de satélites e fibra óptica, a Globecast vem expandindo seu portfólio para incorporar tecnologias baseadas em IP, computação em nuvem e soluções definidas por software. O movimento acompanha as transformações da indústria de mídia e entretenimento, marcada pelo crescimento do consumo de conteúdo em televisão aberta, streaming, dispositivos móveis e redes sociais.
Um dos marcos dessa evolução foi o lançamento do Content Exchange, plataforma que integra conectividade via satélite, fibra óptica, IP e ambientes híbridos de nuvem em uma estrutura unificada. Com o MooM, a empresa avança para uma nova etapa, voltada não apenas ao transporte de conteúdo, mas também à orquestração e ao gerenciamento das operações de mídia.
Compatível com AWS, Oracle Cloud Infrastructure (OCI) e infraestruturas privadas ou locais, o MooM determina como as cargas de trabalho devem ser processadas e gerenciadas, considerando fatores como desempenho e custos. A plataforma pode ser utilizada em atividades como transcodificação de conteúdo, encaminhamento de fluxos de vídeo e gerenciamento de operações de playout.
Outro recurso da solução é o monitoramento contínuo, combinado com mecanismos de correção automatizada. A proposta é identificar e solucionar falhas operacionais recorrentes antes que elas comprometam a continuidade dos serviços, reduzindo a dependência de intervenções manuais.
Em situações como o congelamento de um playout, por exemplo, o sistema pode reiniciar automaticamente a operação ou redirecionar um fluxo de vídeo. Problemas mais complexos continuam sendo tratados pelas equipes de engenharia da Globecast, por meio de processos estruturados de escalonamento técnico.
A plataforma também acompanha a mudança nas expectativas dos clientes do setor, que buscam serviços com maior previsibilidade operacional, flexibilidade e resultados mensuráveis, em vez de simplesmente contratar acesso a recursos tecnológicos.
Entre as iniciativas em desenvolvimento, a Globecast avalia a integração de recursos de inteligência artificial, AIOps unificado e mecanismos de autorrecuperação. O objetivo é aprimorar a prestação de serviços, ampliar a eficiência e tornar o gerenciamento das operações cada vez mais automatizado.
Com o MooM, a Globecast busca permitir que emissoras, detentores de direitos e organizações de mídia reduzam o tempo dedicado à administração de infraestruturas complexas e concentrem esforços na produção de conteúdo, no relacionamento com o público e na criação de novas oportunidades de receita.
A iniciativa reforça a importância da orquestração inteligente na evolução dos fluxos de trabalho audiovisuais, especialmente diante da necessidade de operações mais ágeis, eficientes e sustentáveis.
Site relacionado: https://www.globecast.com
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