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Qvest lança projetos open source para otimizar fluxos de mídia

Qvest apresenta mxl-k8s e go-mxl para reduzir consumo de banda e simplificar a orquestração de fluxos em ambientes Kubernetes

Por Ricardo Batalha

A Qvest anunciou o desenvolvimento de dois novos projetos de código aberto, mxl-k8s e go-mxl, criados para enfrentar desafios de escalabilidade em arquiteturas broadcast modernas baseadas em Dynamic Media Facilities (DMF) e ambientes Kubernetes.

A iniciativa busca solucionar um problema comum em infraestruturas de mídia atuais: o acesso simultâneo de múltiplas aplicações ao mesmo fluxo de vídeo. Esse cenário aumenta significativamente o consumo de largura de banda, eleva custos operacionais e amplia a complexidade dos sistemas, especialmente em produções que utilizam sinais UHD sem compressão.

Segundo Daniel Clasen, diretor de práticas de soluções de software personalizadas da Qvest, fluxos UHD podem ultrapassar 10 Gbit/s, tornando a eficiência no gerenciamento de banda um fator econômico relevante. A proposta da empresa é garantir que cada fluxo seja processado apenas uma vez por nó dentro do cluster, independentemente da quantidade de aplicações que precisem acessá-lo.

Para isso, o mxl-k8s adiciona uma camada de orquestração para todo o cluster, permitindo o compartilhamento eficiente de fluxos de mídia entre diferentes aplicações e nós. A solução automatiza o transporte entre nós e elimina a necessidade de implementar mecanismos específicos de roteamento em cada aplicação de mídia.

A tecnologia é baseada no MXL, camada de software criada para padronizar a troca de fluxos de mídia entre aplicações. Até então, a orquestração desse intercâmbio em ambientes distribuídos precisava ser desenvolvida individualmente em cada projeto.

Já o go-mxl funciona como uma interface para desenvolvedores que utilizam a linguagem Go, facilitando a integração das bibliotecas MXL originalmente implementadas em C e C++. A ferramenta amplia o acesso à tecnologia e simplifica sua adoção em ambientes de software modernos.

De acordo com Clasen, a nova camada de orquestração permite automatizar completamente a operação dos fluxos em todo o cluster, removendo uma das principais limitações das arquiteturas de mídia distribuídas e simplificando o trabalho das aplicações, que deixam de precisar considerar a origem ou o roteamento dos sinais.

Os dois projetos foram disponibilizados como código aberto, permitindo que fabricantes, desenvolvedores e integradores contribuam com a evolução das ferramentas e incorporem as soluções em seus próprios sistemas.

Site relacionado: https://www.qvest.com/

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