A Paramount Skydance concordou em adiar a conclusão da fusão com a Warner Bros. Discovery após um acordo firmado com procuradores-gerais de 12 estados norte-americanos. A medida mantém suspenso o fechamento da operação até que a Justiça decida sobre o pedido de liminar ou conclua o julgamento da ação antitruste, previsto para junho de 2027.
A decisão ocorre após a juíza federal Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, emitir, em 20 de julho, uma ordem de restrição temporária suspendendo temporariamente a operação enquanto analisa o pedido de liminar.
O novo acordo estende essa suspensão por mais 14 dias, impedindo que a fusão seja concluída antes de 18 de agosto. Caso a Justiça conceda a liminar solicitada pelos estados, a operação poderá permanecer suspensa até o julgamento definitivo da ação, previsto para junho de 2027.
Os procuradores-gerais alegam que a fusão viola a legislação antitruste dos Estados Unidos ao concentrar excessivamente o mercado de mídia e entretenimento, o que poderia resultar em preços mais altos para consumidores de TV por assinatura e cinema, além da redução na oferta de filmes e programas de televisão.
“O nosso argumento contra essa fusão ilegal é simples: quando poucas empresas concentram poder excessivo em mercados fundamentais para a vida dos americanos, tudo fica mais caro e pior para os consumidores”, afirmou Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia. “O acordo representa uma excelente notícia para o público, para as salas de cinema e para todos que criam conteúdo. Estamos ansiosos para apresentar nosso caso e impedir que essa fusão seja concretizada.”
Embora o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tenha aprovado a operação durante o governo Trump, a ação movida pelos 12 estados levou a disputa ao Judiciário, criando um novo obstáculo para a concretização do negócio.
O prolongamento do processo judicial também aumenta as preocupações do mercado financeiro quanto ao futuro da transação. As ações da Paramount Skydance recuaram 3,3% em 24 de julho após a divulgação do acordo.
Apesar do adiamento, a Paramount Skydance classificou o entendimento como uma vitória.
“O resultado é exatamente o que buscávamos desde o início: um caminho direto para o julgamento com base nas evidências. Essa é a forma mais rápida e clara de demonstrar que a transação beneficia a concorrência, os consumidores e os criadores de conteúdo, conclusão já alcançada por dezenas de autoridades regulatórias ao redor do mundo. Estamos confiantes de que prevaleceremos no julgamento”, informou a empresa em comunicado.
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