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Calrec integra projeto de produção remota reversa da DMC com tecnologia de mixagem virtual

Calrec fornece soluções de áudio para novo modelo de produção remota da DMC baseado em software e infraestrutura IP

Por Ricardo Batalha

A Calrec revelou sua participação no projeto de produção remota desenvolvido pela DMC Production, que apresentou recentemente as unidades móveis AR 1 e AR 2. Os veículos utilizam um conceito inédito de produção externa definido por software, no qual todo o processamento crítico acontece no local da produção, enquanto a operação é realizada remotamente.

Desenvolvidas em parceria com a Grass Valley e construídas pela Broadcast Solutions, as unidades utilizam a plataforma AMPP para processamento de vídeo, replay, gravação, monitoramento, comutação de sinais e mixagem de áudio.

No centro da infraestrutura está o mecanismo virtualizado de processamento de áudio ImPulseV, da Calrec, que substitui a arquitetura tradicional baseada em grandes quantidades de hardware por um ambiente totalmente definido por software. Em vez de enviar todos os sinais captados para um centro de produção, o novo modelo mantém o processamento diretamente na unidade móvel instalada no local do evento. Apenas os sinais necessários para controle remoto e distribuição são transmitidos pela rede, reduzindo significativamente a largura de banda exigida.

Segundo a DMC Production, uma produção multicâmera de grande porte pode ser realizada utilizando uma conexão de internet de apenas 100 Mb/s.

Nesse ambiente, a infraestrutura de áudio desempenha um papel fundamental. Em parceria com a Calrec, a empresa desenvolveu uma rede de áudio capaz de conectar todos os equipamentos com baixa latência e oferecer aos operadores uma interface familiar para produções ao vivo. “O objetivo não é construir apenas uma ou duas unidades móveis, mas estabelecer um conceito de produção repetível e escalável, no qual software, conectividade IP e superfícies profissionais de controle trabalhem juntos em um ambiente prático de produção ao vivo”, afirmou Jens Envall, diretor de Inovação da DMC Production.

A iniciativa também marca um dos primeiros projetos baseados na parceria tecnológica entre Calrec e Grass Valley, anunciada em abril de 2026. Nesta primeira etapa, a DMC utiliza o núcleo de processamento ImPulse1 enquanto aguarda a disponibilização da versão totalmente integrada do ImPulseV à plataforma AMPP.

Além das unidades móveis, a DMC instalou uma mesa de áudio Calrec Argo M com 48 faders em seu centro de produção remota, localizado em Munique, na Alemanha. Toda a operação é gerenciada por meio da tecnologia True Control 2.0, que permite controlar remotamente a superfície Argo M e a infraestrutura de áudio instalada nos caminhões de externa, independentemente da localização geográfica.

Com isso, o operador de áudio pode realizar toda a mixagem a partir da central de produção, enquanto o processamento permanece sendo executado na unidade móvel instalada no local do evento. Cada caminhão também incorpora um sistema Calrec Type R para monitoramento local e mixagem de retornos in-ear, além de toda a infraestrutura de entradas e saídas baseada em IP.

Segundo Envall, a Argo M foi escolhida por oferecer o nível de controle exigido em produções esportivas e eventos ao vivo de alta complexidade. “Os faders físicos, a disposição dos controles e a forma de operação são extremamente importantes em transmissões esportivas e eventos dinâmicos”, explicou. “O True Control 2.0 também é essencial porque permite controlar remotamente todo o ambiente de áudio mantendo um workflow familiar e responsivo para o operador. Esse é um dos fatores que tornam esse modelo de produção realmente viável”, completou.

A flexibilidade da Argo M também acompanha a diversidade de produções realizadas pela DMC, que atua em eventos esportivos, programas de estúdio, entretenimento e produções especiais. “A demanda do mercado está mudando rapidamente”, destacou Envall. “Os clientes querem produções de alta qualidade, mas também exigem mais flexibilidade, menor tempo de preparação e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.”

“Muitas emissoras e detentoras de direitos já não pensam apenas em um único sinal principal. Elas precisam de sinais limpos, feeds ISO, melhores momentos, conteúdos para redes sociais, sinais para telões, versões para plataformas OTT e diferentes opções de áudio e comentários. Como a unidade móvel consegue gerar esses sinais diretamente no local, temos uma estrutura muito mais flexível para distribuir conteúdo simultaneamente para televisão, streaming, redes sociais, arenas esportivas e plataformas parceiras”, concluiu.

Site relacionado: https://calrec.com

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