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Cooke S8/i FF ajudam a construir identidade visual da série japonesa Strobe Edge Season 1

Lentes Cooke S8/i FF garantem resolução, estética cinematográfica e flexibilidade criativa na produção da série japonesa Strobe Edge Season 1

Por Ricardo Batalha

A série dramática japonesa Strobe Edge Season 1, produzida pela WOWOW e lançada em outubro de 2025, utilizou as lentes Cooke S8/i FF para criar uma linguagem visual que equilibra frescor, nostalgia e sofisticação cinematográfica. Baseada no mangá homônimo, a produção marca uma nova adaptação da obra, que já havia sido levada aos cinemas em 2015.

O diretor de fotografia Sr. Tamura explicou que o desenvolvimento da identidade visual da série levou mais de um ano. O principal desafio era traduzir para a televisão a atmosfera do mangá shojo, preservando o brilho e a leveza da juventude sem recorrer a uma estética excessivamente nostálgica. Outro objetivo era diferenciar a produção da série Ao Haru Ride, também produzida pela WOWOW.

“O resultado foi uma linguagem visual que transmite frescor, mas ao mesmo tempo desperta nostalgia, conectando o presente vivido pelos personagens às lembranças dos espectadores e às nossas próprias memórias. No entanto, eu não queria retratar as emoções vibrantes desses jovens com um filtro excessivamente nostálgico. Encontrar esse equilíbrio tornou-se minha missão”, explicou Tamura.

Diante dessa proposta estética, a escolha das lentes tornou-se decisiva. A equipe buscava ópticas compatíveis com sensores full frame, capazes de reproduzir tons de pele naturais, oferecer grande abertura, excelente desempenho em T1.4 e características de flare e halation que enriquecessem a narrativa visual.

“Quando estávamos enfrentando dificuldades para encontrar a solução ideal, a WOWOW disponibilizou as Cooke S8/i FF, e o resultado superou completamente nossas expectativas”, relembrou. “Sabíamos que essas lentes eram extremamente nítidas, mas não tínhamos certeza se combinariam com a estética do projeto. Depois dos testes, o incrível poder de resolução e o halation característico das S8 mudaram completamente nossa percepção. Passamos da incerteza para a empolgação de registrar algo realmente extraordinário. Desde o início das filmagens, acumulamos imagens impressionantemente belas dia após dia”, afirmou.

Segundo o diretor de fotografia, um dos aspectos mais surpreendentes das Cooke S8/i FF foi a capacidade de preservar a naturalidade da pele sem abrir mão da definição. “Desde que sejam utilizadas totalmente abertas em T1.4, a suavidade é preservada graças ao bokeh frontal e traseiro, evitando qualquer sensação desagradável de dureza. Ao mesmo tempo, as áreas em foco permanecem extremamente definidas, sem a suavidade típica das lentes vintage”, explicou.

“Por causa dessas características, filmei praticamente todo o projeto com a lente totalmente aberta. A forma característica como as Cooke destacam os personagens do fundo também foi impressionante, graças ao bokeh levemente texturizado que lembra lentes vintage”, acrescentou.

Além do desfoque característico, Tamura chamou atenção para outros comportamentos ópticos das lentes. “Quando utilizadas totalmente abertas, não se trata apenas do bokeh. A queda de iluminação nas bordas cria uma vinheta natural, enquanto a distorção não totalmente corrigida conduz discretamente o olhar do espectador para o centro do quadro, fazendo com que as composições pareçam naturalmente centralizadas”, afirmou.

Outro recurso amplamente explorado durante as gravações foi o comportamento dos flares produzidos pelas Cooke S8/i FF. “Anéis coloridos em forma de arco-íris produzidos por fontes de luz intensas dentro do enquadramento. Flares semelhantes a uma chuva provocados por luzes fora do quadro. Fantasmas em forma de rachaduras e flares suaves cobrindo toda a imagem ou apenas parte dela.”

“Utilizando esses elementos de forma intencional, seja com o próprio sol, reflexos em espelhos ou diferentes fontes de iluminação, procurei criar uma expressão que fosse além da simples representação do que estava diante da câmera. Quando os flares ficavam intensos demais e fugiam da minha intenção, bastava fechar ligeiramente a abertura para controlá-los, o que representou uma enorme vantagem”, destacou.

Na escolha das distâncias focais, Tamura optou por lentes mais abertas para aproximar o espectador da narrativa.

“Procurei me aproximar bastante nas cenas em close e, mesmo em planos com duas ou mais pessoas, filmava a uma distância que fizesse o espectador sentir que estava realmente presente naquele ambiente”, contou.

Ao avaliar o resultado do trabalho, o diretor de fotografia fez questão de destacar a combinação entre tradição e tecnologia oferecida pela Cooke.

“As Cooke S8 conseguem transportar toda a tradição construída pela marca ao longo de décadas para as necessidades da produção contemporânea. São lentes absolutamente extraordinárias, capazes de oferecer a experiência definitiva entre o visual clássico e o moderno”, concluiu.

Site relacionado: https://www.cookeoptics.com

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