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Futurecom 2018: Comitê de IoT apresenta resultados e próximos passos

Por Gustavo Zuccherato

Painel da GSMA trouxe o MCTIC para falar sobre o Futuro do IoT no Brasil

Seguindo a programação de painéis realizado por associações parceiras, a GSMA aproveitou o espaço do congresso da Futurecom para levantar os principais temas de interesse das operadoras de redes móveis do mundo. Realizado no auditório Mauá, espaço aberto no piso da feira, os temas debatidos incluíram Inteligência Artificial, Comunicação de clientes e marcas, 5G e o Futuro do IoT no Brasil.

Conduzido pelo analista de infraestrutura do Ministério das Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC), Guilherme de Paula Corrêa, o painel sobre IoT mostrou o histórico e expectativas do setor público para o tema.

Iniciada no âmbito federal em 2014 com o estabelecimento da Câmara de IoT, a discussão a respeito da Internet das Coisas também sofreu pela instabilidade política dos últimos anos e passou por um momento de hiato em 2015 e 2016. Retomado em 2017 com um estudo sobre o mercado conduzido pelo consórcio McKinsey/Fundação CPqD/Pereira Neto Macedo Advogados, o tema evoluiu e resultou no Plano Nacional de IoT, um documento que dita as áreas que serão priorizadas pelo governo em suas ações e possíveis planos de ação para cada uma delas.

“O Plano Nacional de IoT prevê o trabalho através de horizontais que vão ser habilitadoras de cada uma das verticais de Cidades, Saúde, Rural e Indústria. São elas: o capital humano; a inovação e a inserção internacional; os assuntos regulatórios, de segurança e privacidade; e a infraestrutura de conectividade de interoperabilidade”, pontuou.

Para mostrar os resultados mais práticos do trabalho realizado pela Câmara de IoT ao longo dos anos, Corrêa também citou os avanços alcançados até o momento pelo segmento. O mais importante deles são as linhas de crédito do BNDES e da FINEP para projetos de IoT. O primeiro, destina R$ 30 milhões para o desenvolvimento de iniciativas piloto nas áreas de Cidades, Rural e Saúde, com recursos não reembolsáveis. O segundo disponibilizou R$ 1,5 bilhão para projetos de IoT em modalidade de empréstimo.

Sob o guarda-chuva da Estratégia Brasileira de Transformação Digital, a Câmara de IoT também está trabalhando em conjunto com a ANATEL para adiantar os temas regulatórios que dependem da agência baseado no Item 35 da agenda regulatória 2017/2018. Em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o MCTIC também está elaborando o Observatório da Transformação Digital, um portal centralizador de diversos temas e agentes que permeiam o IoT, incluindo regulação, marco legal, financiamento e recursos, pesquisadores e ofertas e demandas de tecnologia.

O grupo também já tem participado em discussões e contribuições internacionais sobre o tema, em especial com a União Europeia no projeto IOF2020, e no SG20 da ITU-T, grupo que trata especificamente sobre o tema de Internet das Coisas dentro da União Internacional de Telecomunicações.

“Aguardamos a assinatura do decreto presidencial que dará legitimidade e prioridade para o tema dentro do MCTIC. Assim, conseguiremos conversar com os outros ministérios para definir ações mais concretas para cada vertical”, ressaltou Corrêa.

A Futurecom 2018 acontece de 15 a 18 de outubro, no São Paulo Expo. Continuaremos trazendo as novidades em nosso portal e em nossas redes sociais.

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