A 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, realizada em 24 de maio, foi vencida pelo sueco Felix Rosenqvist (Meyer Shank Racing), que superou David Malukas na última volta e a ultrapassagem na última reta garantiu a vitória por apenas 0,0233 segundo, estabelecendo o final mais apertado já registrado na tradicional corrida realizada no Indianapolis Motor Speedway.
Para a IMS Productions e a FOX Sports, a prova também representou uma das maiores e mais complexas operações de produção ao vivo do ano. A cobertura contou com mais de 100 câmeras, 32 sinais provenientes de câmeras embarcadas, ampla estrutura de replay e um pacote ampliado de gráficos integrados à transmissão. “É um evento espetacular. Existe muita história e narrativa por trás da corrida. Ela continua representando, em grande parte, o espírito do fim de semana do Memorial Day. É difícil explicar a intensidade de ouvir 350 mil pessoas enquanto o toque de Taps ecoa por todo o autódromo”, afirmou Jason King, diretor de Engenharia da IMS Productions.
O complexo ocupa uma área de aproximadamente 2,26 milhões de metros quadrados, enquanto o circuito oval possui 2,5 milhas de extensão. “Neste ano utilizamos pouco mais de 100 câmeras na produção. Além disso, havia todos os canais de replay e as câmeras embarcadas. Trabalhamos com 16 câmeras embarcadas, cada uma transmitindo simultaneamente por dois caminhos de vídeo, totalizando 32 sinais antes mesmo de considerar versões limpas e com gráficos”, explicou King.
Administrar toda essa infraestrutura, incluindo sistemas de replay, gráficos, telemetria e dezenas de sinais específicos da corrida, exigiu uma operação integrada entre IMS Productions e FOX Sports. “Nos últimos dois anos, com a FOX como nossa parceira, a relação tem sido diferente de qualquer outra que já vivi. É possível perceber a paixão deles pelo que estamos produzindo”, comentou King.
Uma das principais novidades da cobertura foi o aprimoramento das experiências proporcionadas pelas câmeras embarcadas. “A FOX trouxe diversos recursos gráficos adicionais relacionados às câmeras embarcadas, e o resultado ficou espetacular. Os fãs adoraram”, afirmou Steve Dixon, engenheiro supervisor e responsável técnico da IMS Productions.

O sistema acompanha automaticamente o movimento das câmeras de 360 graus instaladas nos carros e ajusta os elementos gráficos em tempo real. “Desenvolvemos um sistema que acompanha automaticamente a movimentação da câmera e faz com que os gráficos pareçam fazer parte do próprio carro. O efeito lembra filmes como Top Gun, oferecendo uma visão muito próxima da perspectiva do piloto. Ficou muito interessante e o público adorou”, explicou Dixon.
Para a IMS Productions, esses recursos estão transformando a forma como o público acompanha a categoria. “Nunca foi possível chegar tão perto da ação. Posicionar a câmera mais abaixo no cockpit, adicionar gráficos e integrar mais dados de telemetria mudou completamente a maneira como o público acompanha uma corrida. É como colocar o telespectador dentro do carro”, destacou King.
A infraestrutura de produção continuou baseada nos switchers da Grass Valley, utilizados há décadas pela IMS Productions. “Em todos os anos em que trabalhei com transmissões, a Grass Valley sempre esteve presente. Nunca consideramos outro switcher. É a tecnologia em que nossa empresa e nossos parceiros de transmissão confiam”, afirmou King.
Para atender ao crescimento da produção, a equipe utilizou um sistema Kayenne K-Frame SXP-I e recebeu temporariamente um switcher K-Frame VXP para ampliar a capacidade operacional. “O VXP assumiu toda a comutação dos sinais de replay e gravação, permitindo que o diretor técnico mantivesse os sinais embarcados concentrados no switcher principal”, explicou Dixon.
Mesmo com o equipamento adicional, a operação trabalhou no limite da capacidade. “Até mesmo com o VXP utilizamos todos os 48 sinais disponíveis. Gravamos todos os sinais das câmeras embarcadas e dos replays, tanto as versões limpas quanto as versões com gráficos”, revelou Dixon.
Segundo a equipe técnica, a quantidade de fontes disponíveis cresce a cada temporada e exige decisões cada vez mais criteriosas durante a operação. “Os diretores técnicos querem todos os sinais disponíveis instantaneamente. Querem acessar versões limpas, versões com gráficos e todos os replays. Nem sempre conseguimos oferecer tudo ao mesmo tempo, então precisamos administrar cuidadosamente esses recursos”, explicou King.
A preparação para a cobertura começou semanas antes da corrida, envolvendo unidades móveis, sistemas de replay, roteamento de sinais e integração dos centros de controle. Em 2026, a FOX Sports também implantou uma central exclusiva de engenharia para simplificar toda a infraestrutura técnica. “Foi uma mudança enorme. Não precisamos mais espalhar equipamentos e cabos por todo o complexo. Quando a equipe chegou, praticamente toda a infraestrutura já estava pronta”, observou King.
“A possibilidade de integrar diversos switchers da Grass Valley em um único ambiente de produção é fundamental para acompanhar a velocidade das corridas. À medida que avançamos para um ambiente IP, surgem inúmeras oportunidades para ampliar conectividade, flexibilidade e recursos criativos que buscamos há anos”, disse Brad Cheney, da FOX Sports.
King acredita que esse movimento acompanhará a evolução do próprio automobilismo. “Estamos avançando rapidamente. Estamos crescendo rapidamente. O automobilismo também está crescendo rapidamente. Precisamos que nossos equipamentos acompanhem esse ritmo, e a Grass Valley está nessa jornada conosco”, concluiu.
Site relacionado: https://www.grassvalley.com
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