A Cisco e a NVIDIA ampliaram a colaboração em inteligência artificial com uma arquitetura voltada à segurança de agentes de IA, combinando a NVIDIA Open Agent Safety Platform com tecnologias da Cisco para monitoramento, controle de acesso e proteção de ambientes corporativos.
A iniciativa parte da crescente adoção de agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma, como acessar sistemas, utilizar ferramentas, implantar códigos e interagir com outros agentes. Segundo a Cisco, quanto maior o nível de acesso e autonomia concedido a esses sistemas, maior também é a necessidade de mecanismos capazes de acompanhar suas ações e aplicar políticas de segurança.
A NVIDIA Open Agent Safety Platform reúne o software de código aberto NVIDIA OpenShell, destinado à execução segura de agentes, e o NVIDIA Sentry, uma arquitetura de referência com isolamento de hardware que funciona como mecanismo externo de monitoramento sobre as NVIDIA BlueField-4 DPUs.
A Cisco pretende integrar essa plataforma ao seu conjunto de tecnologias de segurança, incluindo Hypershield, AI Defense, gerenciamento de identidade e acesso para agentes, observabilidade e Splunk. A proposta é estender os mecanismos de proteção a data centers, nuvens públicas, ambientes neocloud, campi, filiais, instalações industriais e sistemas de robótica.
Para Jeetu Patel, da Cisco, a segurança de agentes deve ser tratada como um problema de engenharia, com mecanismos capazes de compreender o contexto e a intenção desses sistemas. A empresa defende uma arquitetura em que as políticas sejam centralizadas, enquanto a aplicação dos controles ocorra de forma distribuída, nos pontos em que os agentes efetivamente operam.
Nesse modelo, tecnologias como Cilium e Tetragon atuam no nível do kernel, permitindo visibilidade e aplicação de políticas sobre processos e chamadas de sistema. A integração complementa os controles de execução do NVIDIA OpenShell e a proteção externa oferecida pelo NVIDIA Sentry.
No nível de redes e nuvens, o Hypershield amplia a aplicação das políticas para diferentes ambientes, trabalhando com NVIDIA BlueField e DOCA, além de switches e agentes de carga de trabalho da Cisco. A proposta também prevê uma política única para acompanhar um agente à medida que ele se desloca entre diferentes pontos da infraestrutura.
Na camada de aplicações, o Cisco AI Defense é integrado ao DefenseClaw para validar modelos de agentes, avaliar ferramentas, habilidades e servidores MCP antes de sua utilização e aplicar políticas sobre as atividades desses componentes. A observabilidade também permite acompanhar o comportamento dos agentes e a integridade de suas ferramentas, memória e habilidades.
A arquitetura contempla ainda identidade e controle de acesso. A Cisco propõe uma abordagem baseada em identidades não humanas, autoridade delegada e autorização por ação, permitindo descobrir agentes em execução e ampliar ou revogar permissões em tempo real.
O Cisco Data Fabric, baseado na plataforma Splunk, é apresentado como sistema de registro para reunir telemetria proveniente do ecossistema e da NVIDIA Open Agent Safety Platform. A integração busca correlacionar atividades dos agentes e decisões de políticas com outros sinais de segurança corporativa, enquanto o Splunk Agent Observability fornece informações sobre os caminhos de raciocínio e o comportamento dos agentes.
A colaboração entre Cisco e NVIDIA nessa área dá continuidade ao trabalho conjunto desenvolvido em torno do Cisco Secure AI Factory, iniciativa criada para oferecer infraestrutura de IA com mecanismos de segurança integrados desde a implantação. Segundo a Cisco, a segurança de agentes representa uma nova etapa dessa parceria.
A empresa também defende que a infraestrutura de segurança para agentes autônomos seja baseada em tecnologias abertas, permitindo que organizações e desenvolvedores possam inspecionar, avaliar e aprimorar os mecanismos utilizados para proteger esses sistemas.
Site relacionado: https://www.cisco.com
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