A Brompton Technology forneceu os processadores LED Tessera utilizados na nova montagem do musical American Psycho, apresentada entre janeiro e março deste ano no Almeida Theatre, em Londres. Baseado no romance de Bret Easton Ellis e dirigido por Rupert Goold, o espetáculo utilizou um piso de LED como principal elemento cenográfico, substituindo o tradicional painel de LED instalado ao fundo do palco.
O sistema foi composto por painéis ROE Black Marble 4 controlados por processadores Tessera SX40 da Brompton Technology. A integração foi realizada pela Universal Pixels, com instalação conduzida por Dom Coppola e Scott James, além da configuração final realizada por Matt Morris.
A cenografia foi assinada por Es Devlin, enquanto o design de vídeo ficou a cargo de Finn Ross, do FRAY Studio, e a iluminação foi desenvolvida por Jon Clark. A proposta criativa consistiu em transformar o piso em uma superfície totalmente iluminada, fazendo com que os próprios atores se tornassem fontes de luz ao serem iluminados de baixo para cima. O palco também incorporava mecanismos de elevação, deslizamento e abertura para rápidas mudanças de cenário.
Segundo James Paul, responsável pela área de teatro da Universal Pixels, os requisitos técnicos eram bastante rigorosos. “A equipe criativa solicitou um piso de LED capaz de trabalhar com cores em 10 bits, algo que era inegociável”, afirmou. “Utilizamos os painéis ROE Black Marble 4 com processamento Brompton, combinação ideal para esse projeto. Os painéis precisavam oferecer brilho elevado, pois em determinados momentos eram a única fonte de iluminação da cena. Também era essencial que as bordas fossem totalmente niveladas para preservar a limpeza visual do palco e permitir que o público permanecesse muito próximo da apresentação.”
A resistência física também foi determinante. As intensas coreografias e a constante movimentação dos elementos cenográficos exigiam um piso capaz de suportar grande desgaste sem comprometer o desempenho. A infraestrutura utilizou dois processadores Tessera SX40 4K e quatro unidades de distribuição Tessera XD 10G, com redundância completa de processamento e cabeamento.
Finn Ross, responsável pelo design de vídeo e que também participou da produção original de 2013 e da temporada na Broadway em 2016, decidiu reformular completamente a identidade visual desta nova montagem.
“Em vez de trabalhar com o tradicional painel de LED ao fundo do palco, foi muito interessante eliminar esse elemento e colocar os atores diretamente sobre o piso de LED”, explicou. “Trabalhar com um iluminador como Jon Clark, que não tem receio de utilizar poucas fontes de luz ou permitir que os próprios atores se tornem a iluminação da cena, foi extremamente estimulante. Há momentos em que os artistas parecem irradiar luz a partir do piso, sustentados por uma superfície capaz de reproduzir cores sólidas e consistentes.”
A proximidade da plateia também exigiu elevada precisão na reprodução das imagens. “Painéis de LED no teatro sempre representam um desafio porque normalmente são desenvolvidos para operar com muito brilho, enquanto no teatro buscamos exatamente o contrário”, afirmou Ross. “Recursos como PureTone preservam toda a gama de cores mesmo em níveis reduzidos de brilho. Trabalhar com profundidade de cor de 10 bits também foi fundamental. Como o público está muito próximo do palco, não existe espaço para esconder imperfeições. Utilizamos muitas cores sólidas e gradientes, tornando essa precisão indispensável.”
Os conteúdos exibidos no piso seguiram uma linguagem visual baseada em textos, gradientes e interferências inspiradas em ruído analógico. As animações foram sincronizadas à trilha sonora eletrônica do espetáculo utilizando faixas individuais de bateria, enquanto máscaras de luminância moldavam o palco ao redor dos atores. Em um dos momentos mais marcantes da montagem, um efeito de respingos de sangue em ruído branco surge sob um personagem. O controle via Art-Net permitiu alterar dinamicamente os níveis de brilho ao longo da apresentação, chegando ao brilho máximo apenas na cena final.
Para a Universal Pixels, a confiabilidade da Brompton foi decisiva. “Confiabilidade e suporte rápido são fundamentais em produções teatrais”, destacou James Paul. “Quando a tela faz parte da narrativa, não existe margem para falhas. Em cenas com longos gradientes conseguimos eliminar o banding utilizando processamento em 10 bits e recursos como Dark Magic e Extended Bit Depth, obtendo transições perfeitamente suaves.”
Ross também destacou o conhecimento da Brompton sobre o mercado teatral. “A Brompton sempre é minha escolha porque entende exatamente o nosso segmento e aquilo que buscamos realizar”, afirmou. “Especialmente quando combinada com um painel de alta qualidade, consigo afirmar com segurança que é possível utilizar LED em espaços pequenos e sensíveis. Com a Brompton, sabemos que não será necessário abrir mão de nenhuma ideia criativa.”
Patrick Goodden, gerente técnico de vendas da Brompton Technology para Reino Unido e Irlanda, concluiu: “American Psycho é um excelente exemplo do que pode ser alcançado quando a tecnologia LED é utilizada de maneira diferente do convencional no teatro. A decisão da equipe criativa de transformar o piso, e não a parede, na principal superfície de exibição demonstra a crescente confiança no potencial oferecido pelo processamento Tessera. Temos orgulho de participar de produções que utilizam o LED como uma verdadeira ferramenta narrativa.”
Site relacionado: https://www.bromptontech.com
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